A terceira geração do Programa para a Expansão da Rede de Equipamentos Sociais (PARES 3.0), para centros de habitação temporária para desabrigados, tem um orçamento total de quatro milhões de euros.
A próxima rodada de inscrições será realizada entre 20 de janeiro e 20 de março de 2026 e se concentrará em instituições para acomodação temporária de pessoas em situação de necessidade ou vulnerabilidade, como os desabrigados, de acordo com um decreto publicado no Diário Oficial e relatado pelo ECO.
Os projetos elegíveis incluem aqueles da economia social que criam mais espaços e capacidade de resposta e outros que “visam realizar trabalhos em estabelecimentos de apoio social de natureza urgente ou quando há necessidade de adaptar instalações e/ou substituir materiais e equipamentos”.
“É prioritário aumentar e melhorar as instalações sociais para pessoas em situação de rua, especialmente os Centros de Alojamento Temporário, com foco na dignidade humana, na reintegração social e no projeto de vida de cada indivíduo, por meio de modelos de acomodação menores e personalizados, intervenção psicossocial e integração no mercado de trabalho”, diz o decreto assinado pela Ministra do Trabalho, Solidariedade e Previdência Social, Rosário Palma Ramalho.
Para se candidatar a esta terceira edição do PARES, as instituições que apoiam moradores de rua precisam preencher um formulário do Instituto do Seguro Social e enviar um estudo preliminar ou elementos de fase posterior do projeto arquitetônico e documentação comprobatória emitida pelo município competente sobre as obras a serem realizadas.
O PARES é uma iniciativa que remonta ao governo de António Costa, criada durante a pandemia da Covid-19, e é financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
No final do ano passado, havia mais de 14.400 pessoas sem abrigo em Portugal, de acordo com dados divulgados recentemente pela Estratégia Nacional para a Integração dos Sem-Abrigo (ENIPSSA). Esse número representa um aumento ano a ano de 1.348 e inclui aqueles que vivem nas ruas e aqueles que residem em
centros de acomodação temporária.








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