A mesma fonte disse à agência Lusa que as Unidades Locais de Saúde (ULS) de Leiria, Algarve e Oeste já abriram concursos para a criação de cinco Unidades de Saúde Familiar (USF-C) de modelo C, estando a decorrer o prazo para apresentação de propostas.

Para além das duas USF-C previstas para Silves e Lagos, a ULS do Algarve prevê lançar um outro concurso para a criação de uma unidade privada de saúde familiar para os concelhos de Albufeira, Loulé e Portimão.

A ACSS estima que os restantes concursos sejam abertos até ao final de fevereiro, abrangendo as ULS de Amadora/Sintra, Lisboa Ocidental, Loures-Odivelas, Santa Maria, São José e Estuário do Tejo.

Na prática, prevê-se que as novas USF-C prestem cuidados de saúde primários a cerca de 252 mil utentes, "contribuindo para o reforço da cobertura nas zonas com maior número de cidadãos sem médico de família", referiu.

O plano de emergência e transformação da saúde previa que, em julho de 2024, fossem lançados a concurso as primeiras 20 USF-C: 10 em Lisboa e Vale do Tejo, a região do país mais carenciada de médicos de família; cinco em Leiria; e outras cinco no Algarve.

Em dezembro, os Ministérios das Finanças e da Saúde autorizaram as ULS (Unidades Locais de Saúde) do Algarve, Amadora-Sintra, Estuário do Tejo, Lisboa Ocidental, Oeste, Leiria, São José e Santa Maria a suportar os custos da criação destes novos centros de saúde, num total de cerca de 70 milhões de euros até 2030.

De acordo com o portal de transparência do Serviço Nacional de Saúde, em novembro de 2025, 1.557.148 pessoas em Portugal continental não tinham médico de família atribuído.