No total, a entidade anunciou um aumento homólogo de 6,1%.

Este foi o "número mais elevado de sempre", segundo o EPO Technology Dashboard 2025 (antigo Patent Index), divulgado a 24 de março, que indica que, desde 2016, "os pedidos de patentes europeias provenientes de Portugal mais do que duplicaram, reflectindo um ecossistema de inovação cada vez mais dinâmico no país".

Principais requerentes em Portugal

As tecnologias informáticas e as áreas relacionadas com a saúde continuam a ser os principais sectores de inovação em Portugal.

"A OPRIMEE, a NOS Inovação e o INESC Porto são os três principais requerentes portugueses", destaca o comunicado, referindo que o Norte de Portugal "é a região com maior número de pedidos de patentes europeias", ou seja, 39% do total.

Número recorde de pedidos

Em 2025, o IEP recebeu um "número recorde de 201.974 pedidos de patentes", um aumento de 1,4% em relação ao ano anterior, "ultrapassando pela primeira vez a marca dos 200.000 pedidos".

"Os pedidos provenientes da Europa, incluindo os 39 Estados membros do IEP, aumentaram 0,4% (UE27 + 0,7%), enquanto os pedidos provenientes de fora da Europa cresceram 2,1%", lê-se no comunicado.

Note-se que os pedidos de patentes "constituem um indicador do investimento das empresas em investigação e desenvolvimento (I&D)".

A capacidade de inovação da Europa

O número recorde de pedidos de patentes "realça a capacidade de inovação da Europa e a sua atratividade como mercado global de tecnologia", salienta o Presidente do IEP, António Campinos, citado em comunicado.

O Technology Dashboard 2025 "acompanha os progressos e as lacunas em diferentes sectores industriais, ajudando os decisores políticos a identificar áreas prioritárias e a orientar acções e investimentos para reforçar a soberania tecnológica e a competitividade na Europa", continua o responsável.

Embora "a Patente Unitária já esteja a eliminar barreiras e a acelerar a transição para um mercado europeu de inovação mais integrado, é necessário manter o foco, especialmente em sectores estratégicos como a inteligência artificial, os semicondutores, a saúde e as tecnologias quânticas", considera António Campinos.

De acordo com o relatório, "a tecnologia de computação manteve-se como a principal área técnica em 2025 pelo quarto ano consecutivo, com as aplicações a continuarem a aumentar (+2,6% face a 2024), em linha com a tendência global da OEP, onde esta área também liderou e apresentou crescimento".

Principais áreas tecnológicas em Portugal

As tecnologias relacionadas com a saúde "voltam a representar três das cinco principais áreas tecnológicas em Portugal".

Por exemplo, a tecnologia médica registou "um crescimento particularmente significativo (+32% em termos homólogos), tal como a biotecnologia, que "também apresentou uma evolução positiva, com um aumento de 5% em 2025, contrariando a tendência geral de descida ao nível da OEP".

Em contrapartida, "as aplicações na área farmacêutica registaram um decréscimo de 9,5%, após um ligeiro crescimento no ano anterior".

O manuseamento (que inclui as tecnologias de embalagem) registou mais de 75,0%, embora a partir de um nível mais baixo, o mobiliário/jogos registou mais de 62,5% e o transporte (que inclui as tecnologias automóveis) registou mais de 50,0%.

A OPRIMEE - Innovation Design Engineering Solutions lidera os pedidos de patentes portuguesas em 2025, com 26 pedidos, seguida da NOS Inovação (18) e do INESC Porto - Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores do Porto (14).

BLC3 Evolution (11 patentes), Feedzai (10), Bial (8), Novadelta (8), Universidade de Aveiro (8), Universidade de Coimbra (8) e o centro de investigação CENTITVC - Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes (7) completam o top 10.