“Olhar para lá e ver isso é devastador, apenas árvores caídas. A floresta foi completamente destruída”, e “tivemos que fechar a floresta ao público porque há muitas árvores instáveis”, explicou Tiago Carrão à Lusa, numa altura em que grande parte do município, especialmente nas freguesias do norte, ainda sofre quedas de energia e problemas

de comunicação.

explicou que o monumento, Patrimônio da Humanidade, também sofreu danos, observando a destruição de um vitral e o destacamento de dois gárgulas, mas o principal dano foi nas árvores ao redor

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“De manhã, havia várias árvores caídas. Os ciprestes centenários são muito românticos, mas têm pouco sistema radicular, e isso ficou evidente”, disse ela, observando também as quedas no histórico laranjal do monumento, embora tenha enfatizado que o maior dano foi na floresta da Mata dos Sete Montes, adjacente ao monumento, mas administrada pelo Instituto Nacional de Conservação da Natureza e Florestas

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“Foi inesperado, e a força e o impacto disso foram incalculáveis; foram três ou quatro horas de terror”, lembrou o arquiteto.

A floresta centenária agora é um lembrete dos danos causados pela tempestade Kristin, e a pequena capela foi destruída pelas árvores ao redor, deixando apenas ruínas.

Construída no século XVI, a capela servia como uma “casa de veraneio”, onde os monges se retiravam para rezar na floresta, protegida do calor, com pontos de água.

O monumento é uma das atrações turísticas imperdíveis na Mata dos Sete Montes, onde também há um aqueduto que sofreu danos, principalmente devido à queda de árvores.

“A área está muito alagada e, por razões de segurança, a floresta está fechada porque há risco de deslizamentos de terra ou novas quedas”, explicou Tiago Carrão.

No entanto, o Instituto Politécnico de Tomar (IPT) já inspecionou o monumento e existem condições para sua reconstrução como parte da renovação planejada da área pelo município.