“O canal 'Estragos' é uma iniciativa da Câmara Municipal com o apoio da Tekever [fabricante de drones], onde queremos que todas as pessoas e instituições possam registrar seus danos”, disse Gonçalo Lopes a jornalistas no Corpo de Bombeiros de Leiria, onde o município instalou seu centro de operações.
O prefeito apelou a “todas as pessoas, quando puderem e sem correr riscos”, que fotografem os danos em suas casas e edifícios, especialmente, e os enviem para a plataforma.
Segundo o prefeito, essa empresa já realizou “voos de reconhecimento em muitas áreas” da cidade, mas continuará “esse trabalho, para que seja útil”, não apenas para o trabalho do município, mas acima de tudo para as pessoas afetadas, nos pedidos de assistência que serão necessários no contexto da reconstrução.
No entanto, a Câmara Municipal criou o endereço de e-mail reerguerleiria@cm-leiria.pt para indivíduos e empresas que desejam doar bens para obter informações.
“Estamos vivendo momentos em que o povo português está sendo extremamente solidário, pelos quais somos muito gratos. Temos muitos pedidos, mas também temos, felizmente, muitas pessoas e empresas querendo ajudar”, afirmou.
Gonçalo Lopes acrescentou que o município, com 130.000 habitantes, tem atualmente “45.000 edifícios sem eletricidade”, reconhecendo que o “ritmo é lento” para a restauração.
A situação exige “um pedido adicional de ajuda mútua”, por isso o município está reforçando a “campanha de coleta de geradores” para colocá-los no “maior número de espaços vitais, ou seja, escolas”, a prioridade em termos de recuperação de bens públicos, ressaltou.
A escola D. Dinis, na sede do município, Maceira e Colmeias, é a que está em pior condição; todas as outras também estão em mau estado, mas essas três estarão no topo”, esclareceu o prefeito.
Enquanto isso, o município está ativando estruturas de apoio comunitário nas paróquias.
“Essas estruturas, estrategicamente distribuídas por todo o território, fornecem apoio à comunidade, algumas delas equipadas com geradores ou em processo de conexão, permitindo que elas garantam, sempre que possível, condições básicas, como chuveiros, carregamento de celulares e coleta de alimentos essenciais”, de acordo com um comunicado de imprensa.
A iniciativa visa reforçar a capacidade de resposta local, em coordenação com as juntas de freguesia, agentes da Proteção Civil e outras entidades, “garantindo o acesso aos serviços essenciais”.
O município está pedindo a cooperação dos moradores, “tanto por meio do uso responsável desses espaços quanto por meio da doação de alimentos, que serão enviados para apoiar os mais necessitados”.









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