“Os nossos rios, neste momento, estão no limite da capacidade e, portanto, é natural que com esta precipitação volte a haver um aumento da severidade das cheias em todo o país, nomeadamente nas zonas Norte e Centro”, disse o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre.
O comandante nacional da ANEPC salientou que o padrão climático previsto exige “cuidados redobrados” em vários aspetos da vida diária, particularmente no tráfego rodoviário.
“Enfatizo que, mais uma vez, é um episódio de chuva, a chuva em si não terá um grande impacto, mas o que a chuva causará nos vários cursos d'água será um problema significativo e poderá constituir um risco, novamente, para toda a população brasileira”, ressaltou.
Os rios Mondego, Tejo, Sorraia e Sado destacam-se como estando em risco significativo de inundação, relatou Mário Silvestre, indicando que os rios Vouga, Águeda, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Lis e Guadiana também correm risco de inundação.
O chefe da Proteção Civil alertou sobre todos os cursos de água localizados na região Norte, particularmente no Minho, porque “provavelmente serão os que sofrerão mais impacto da precipitação que se fará sentir”, especialmente na terça-feira.
Até o momento, 11 planos distritais de emergência e proteção civil foram ativados nos 18 distritos de Portugal continental, bem como “125 planos municipais e 19 declarações de estado de alerta decretadas pelos próprios municípios”, revelou Mário Silvestre.
O chefe da ANEPC disse ainda que o plano especial de inundação para a bacia do Tejo “permanece no seu nível máximo, o nível vermelho”.









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