Inaugurada em 30 de abril no Palácio Gama Lobo, em Loulé, a artista cerâmica Catarina Gonçalves apresenta Fragmentos de Memória, uma exposição individual que explora a interseção da erosão natural, da forma intuitiva e dos rituais silenciosos do grés.

A exposição apresenta a série Erosion do artista, uma obra inspirada no poder lento e transformador do tempo. Rejeitando a repetição industrial, a prática de Gonçalves honra os detalhes irrepetíveis, resultando em formas escultóricas e utilitárias que carregam seu próprio senso de presença e história

.

Conectando-se à paisagem

Na sala principal, a obra se conecta à paisagem — seu ritmo, movimento e as formas do litoral. Seixo se baseia na familiaridade das pedras do rio, com formas suaves do tamanho de uma mão que parecem silenciosas e contínuas. Wheel of Wonders se afasta da simetria da roda do oleiro, quebrando-a e reconstruindo-a em formas mais esculturais. Na erosão, as superfícies se tornam mais ásperas e marcadas, carregando traços de água e vento, como se fossem moldadas ao longo do tempo por forças naturais

.

Juntos, esses trabalhos passam do controle para algo mais imprevisível.

O segundo espaço é mais silencioso e mais interno. Na maternidade, há uma tensão entre formas rígidas e estruturadas e elementos mais suaves e fluidos. Submerso apresenta formas arredondadas que parecem alteradas pelo tempo, como se tivessem sido moldadas abaixo da superfície. Em Incision and the Iron Studies, o gesto se torna mais direto — as superfícies são cortadas e marcadas, revelando algo mais cru e mais

exposto.

Detalhes da exposição:

• Título: Fragmentos de Memória

• Artista: Catarina Gonçalves • Local:

Galeria do Palácio Gama Lobo, Loulé • Recepção de abertura: 30 de abril de 2026,

às 18:00 •

Datas: 30 de abril a 4

de julho • Horário:

de segunda a sábado, das 09:00 às 18:00

(fechado aos domingos

e feriados)