José Manuel Moura estava falando com jornalistas em Vila Real, à margem do Fénix 2026, um exercício nacional envolvendo 300 funcionários com o objetivo de testar a resposta aos incêndios rurais.

A iniciativa da Proteção Civil incluiu um exercício em Sequeiros, a primeira vila do município de Vila Real a aderir ao programa nacional “Vila Segura, Pessoas Seguras”, que abrange 2.410 localidades em todo o país.

O funcionário observou ainda que o programa atualmente inclui 2.034 oficiais de ligação responsáveis pela comunicação, 1.966 abrigos designados preparados para evacuações, 704 exercícios de evacuação conduzidos para preparação e 1.059 atividades de conscientização realizadas para educar os residentes.

Em 21 de maio, em Sequeiros, lar de 11 moradores, foi realizado um exercício de simulação de incêndio. Moradores se reuniram na praça, solicitados pelo oficial de segurança, que soou a sirene de alarme usando

um megafone.

Após o alarme, os moradores foram evacuados em veículos do conselho paroquial para o Santuário da Senhora da Pena, um local seguro designado.

José Manuel Moura afirmou que a evacuação nem sempre é o melhor curso de ação e que há situações em que o abrigo no local “pode contribuir para um nível de segurança mais efetivo”.

Ele, portanto, enfatizou que cabe ao comando de operações no local. Ele explicou que determinar como proteger as pessoas em caso de incêndio requer uma avaliação em tempo real, não um protocolo rígido. O incêndio requer uma avaliação em tempo real, não um protocolo rígido. O presidente da ANEPC ressaltou que, embora a Proteção Civil apoie esses esforços, o programa se origina localmente, ajudando a garantir uma melhor proteção

para a população.

No caso de Sequeiros, a iniciativa foi lançada pela União das Freguesias de Mouçós e Lamares. De acordo com seu presidente, Hélder Afonso, a paróquia pretende estender o programa a todas as 26 aldeias, que juntas cobrem uma grande área florestal e

são consideradas de alto risco de incêndio.

“A junta de freguesia pretende ser pioneira no programa 'Vila Segura, Pessoas Seguras'. O conselho é o órgão mais próximo dos cidadãos. Somos nós que conhecemos as localidades, as estradas, os caminhos e as pessoas”, enfatizou Hélder

Afonso.

Hélder Afonso defendeu que a junta de freguesia deveria ser incluída desde o início e dotada de equipamentos, recursos e financiamento, observando que o seu papel no sistema de Proteção Civil é muitas vezes subestimado.

O Exercício Fénix também demonstrou capacidades para resposta inicial e estendida a incêndios florestais, testando equipes de postos de comando no âmbito do plano nacional de implantação operacional de 2026.

“Na diretiva operacional nacional, há um reforço objetivo de recursos. Temos mais equipes, mais ativos, mais veículos e mais recursos aéreos”, observou José Manuel Moura, que alertou que, em caso de incêndios florestais, há outras variáveis a serem consideradas, como

as condições climáticas.

Fénix é um exercício anual conduzido pela ANEPC (Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil), que este ano ocorreu em Vila Real, em parte devido ao grande incêndio que se originou em Sirarelhos e afetou este município durante o verão de 2025.

Quando perguntado se o país está preparado para um verão que se espera seja desafiador, José Manuel Moura respondeu: “Fizemos todo o possível para garantir que nossa preparação seja a mais completa possível. Este exercício é prova disso.”

Ele acrescentou que o objetivo é sempre “encontrar as melhores soluções para garantir que a estrutura operacional, a qualquer momento, possua as ferramentas necessárias para lidar com um ano que apresenta variáveis que podem ser difíceis”.

O presidente da ANEPC também afirmou que este ano, atenção especial está sendo dada à região central, que foi atingida pela tempestade Kristin, embora tenha enfatizado que não se deve “perder de vista o resto do país”.

Ele enfatizou a necessidade de preparação em todo o país.