Esses dados foram divulgados em 28 de julho pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) como parte do Programa Nacional de Triagem Neonatal, cujos registros abrangem quase todos os nascimentos ocorridos no território nacional.

A

distribuição geográfica revela que a maioria dos nascimentos nos primeiros seis meses do ano se concentrou nos principais centros urbanos costeiros.

Lisboa liderou com 13.217 bebês examinados, seguida por Porto (7.733), Setúbal (3.513) e Braga (3.243).

Por outro lado, os distritos com menores volumes de nascimentos estão localizados no interior do país; Bragança registrou o menor valor (263), seguido por Portalegre (272), Guarda (358) e Vila Real (445). Em uma base mensal, janeiro foi o mês mais ativo do semestre, com 7.908 nascimentos, enquanto fevereiro registrou o menor valor no primeiro semestre do ano,

com 6.593 bebês.

Os dados de seis meses reforçam a tendência ascendente iniciada no ano anterior, durante a qual foram analisados 87.708 recém-nascidos, o maior valor anual da última década. De uma perspectiva comparativa de dez anos, os nascimentos no primeiro semestre do ano aumentaram de 42.758 em 2016 para os atuais 43.181, representando um aumento líquido de 423

bebês.

As estatísticas são baseadas no “teste de picada no calcanhar” — um exame realizado entre o terceiro e o sexto dia de vida de um recém-nascido por meio de uma amostra de sangue retirada do calcanhar — que é vital para o diagnóstico e tratamento precoces de doenças genéticas, como fenilcetonúria ou hipotireoidismo congênito.