Os resultados são do Instituto Nacional de Estatística (INE) e apontam para o nascimento de 79.582 crianças com vida de mães residentes em território nacional no ano passado.

De acordo com o INE, este valor representa uma redução de 5,9% (menos 4.948 nados vivos) relativamente ao ano anterior, sendo que todas as regiões do país sofreram esta queda. Relativamente ao género, nasceram 40.762 rapazes e 38.820 raparigas, ou seja, por cada 100 crianças do sexo feminino nasceram cerca de 105 do sexo masculino.

Do total de nados-vivos, 60% nasceram fora do casamento, ou seja, eram filhos de pais não casados entre si”, referiu o INE. Após a "forte quebra no número de casamentos” celebrados em 2020 (18.902, menos 43,2% do que em 2019), o número de matrimónios no ano passado aumentou para 29.057 (mais 53,7%).

O número de óbitos aumentou

No ano passado, registaram-se 124.802 óbitos de pessoas residentes em Portugal, o que representa um aumento de 1,2% (mais 1.444) em relação a 2020. “O aumento do número de óbitos e o decréscimo do número de nados vivos determinaram novamente um forte agravamento do saldo natural, de -38.828 em 2020 para -45.220 em 2021”, refere o comunicado.

Quanto à taxa de mortalidade infantil, em 2021, morreram 191 crianças com menos de um ano, menos 14 do que em 2020, mantendo-se em 2,4 óbitos por mil nados vivos.