"A motivação será grande. Vou tentar ajudar o Al Nassr, que é um dos melhores clubes da Arábia Saudita, a conquistar títulos. O Ronaldo é um jogador que ganhou sempre tudo o que disputou. Ainda não ganhou na Arábia Saudita. Vou ver se o posso ajudar", afirmou Jorge Jesus.
O técnico falava aos jornalistas no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, de onde partirá para Riade para o regresso ao campeonato saudita, na sequência do convite de Ronaldo.
"Sem o convite dele, de certeza que não estaria lá", disse Jesus, de 70 anos.
Segundo o treinador, o trabalho com o avançado internacional português de 40 anos será facilitado pela partilha de objectivos: "Falamos a mesma língua, tudo é fácil. Não podia recusar o desafio que o Cristiano me lançou".
Jorge Jesus, que deixou o Al Hilal em maio, vai regressar à Arábia Saudita com um "acordo verbal" para assumir o cargo de treinador do Al Nassr, terceiro classificado no campeonato da época passada e sem vitórias desde 2018/19, para a época 2025/26.
"Sempre fui bem tratado [no Al Hilal], não tenho razões de queixa. É a vida de um treinador. Estou a regressar ao nosso rival [Al Nassr]. Foi a mesma coisa que sair do Benfica para o Sporting. Gosto muito de estar na Arábia Saudita, é o país do futuro, no futebol e não só. Estamos muito contentes por regressar. Sempre fui muito feliz. Sempre ganhei, e agora vou tentar fazê-lo novamente", concluiu.
Esta foi também a primeira vez que Jesus admitiu ter tido a oportunidade de treinar a seleção brasileira, cargo anteriormente ocupado pelo italiano Carlo Ancelotti.
"No ano passado, cometi um erro ao não aceitar o projeto da seleção brasileira. Não quis ir porque estava completamente investido no Al Hilal", lamentou.
Jesus será o quinto treinador e o segundo português a treinar o Al Nassr desde a chegada de Ronaldo, a 30 de dezembro de 2022, depois do francês Rudi Garcia, do croata Dinko Jelicic, de Luís Castro e do italiano Stefano Pioli.







