Em comunicado, a PAS afirma que, embora considere que o financiamento a 100% anunciado pelo Governo para a gestão eficiente do Ciclo Urbano da Água no Algarve deva ser saudado, a sua aplicação integral na redução das perdas de água apenas garantiria que "apenas 5% da rede do Algarve seria beneficiada".
Este esforço deve ser "complementado por outras medidas políticas", como a criação de objectivos mínimos para a utilização de água tratada e máximos para as perdas, ou a atribuição de benefícios aos municípios que mais combatam e reduzam as perdas, defende a PAS.
Em causa está a assinatura, na semana passada, de um protocolo entre o Fundo Ambiental e a Autoridade de Gestão do Programa Operacional (PO) Algarve 2030, que prevê o financiamento a 100% das obras a realizar no Algarve com vista a uma gestão mais eficiente do ciclo urbano da água.
O Governo, através da Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, anunciou como "prioridade" a "promoção de uma gestão mais eficiente - reduzindo as perdas e a intrusão salina nas redes de distribuição e drenagem, aumentando a reutilização da água e monitorizando os recursos hídricos e os sistemas de abastecimento de água e saneamento", defende a PAS.
Apesar de concordar com as medidas propostas, a PAS alertou que existem "5.668 quilómetros de condutas de abastecimento de água em baixa" e, de acordo com "os indicadores referidos no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) do Algarve", estão previstos "44 milhões de euros de investimento para reduzir as perdas de água em 125 quilómetros (2% da rede)".
A meta a atingir "poderia ser significativamente melhorada" se fosse dada "prioridade absoluta a este tipo de intervenção, em vez de se insistir na construção de novos equipamentos e infra-estruturas", propôs.
A Plataforma considerou que "a principal limitação é a necessidade de se criar uma rede de distribuição de energia eléctrica, que deve ser melhorada e melhorada através de uma maior eficiência e eficácia".
A Plataforma considerou que "a principal limitação à implementação de projectos de redução de perdas e reutilização de água é a vontade política dos municípios e não o seu financiamento" e, por isso, pediu ao Governo que "crie mecanismos para alcançar e manter resultados concretos nestas matérias".
Entre os mecanismos propostos estão o "estabelecimento de indicadores e metas claras a atingir após as intervenções a realizar", a definição de percentagens máximas para as perdas de água nas redes e percentagens mínimas para a reutilização da água ou a "implementação de um sistema de monitorização e fiscalização eficaz que permita detetar deficiências" e o financiamento necessário para as reparar, disse.
A criação de um "sistema de incentivos" que "beneficie" os municípios que "cumpram os objectivos" é outra das propostas do PAS.







