No ano passado, 15,4% das pessoas estavam nesta situação, o que representa uma diminuição de 1,2 pontos percentuais em relação a 2023.
"Os resultados do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento 2025 sobre o rendimento do ano anterior indicam que 15,4% das pessoas estavam em risco de pobreza em 2024, menos 1,2 pontos percentuais do que em 2023. A taxa de risco de pobreza em 2024 correspondia à proporção de habitantes com um rendimento monetário líquido anual por adulto equivalente inferior a 8 679 euros (723 euros por mês)", informa o instituto de estatística.
Relativamente às diferenças entre grupos etários, os dados mostram que a diminuição da pobreza foi sentida em geral, "mas de forma mais acentuada para a população idosa (menos 3,3 pontos percentuais)".
Para além disso, o INE indica que o risco de pobreza diminuiu tanto para a população empregada (0,6 pontos percentuais) como para a população desempregada (menos 1,7 pontos percentuais).
As transferências sociais, "relacionadas com a doença e incapacidade, família, desemprego e inclusão social", contribuíram para uma redução do risco de pobreza de 5,4 pontos percentuais (de 20,8% para 15,4%), um contributo maior do que o registado no ano anterior.
O relatório refere ainda que a desigualdade diminuiu em 2024. "O coeficiente de Gini registou um valor de 30,9% (31,9% no ano anterior) e o rácio S80/S20 diminuiu de 5,2 em 2023 para 4,9 em 2024", acrescenta o INE.





