Em resposta ao CDS-PP, durante o debate quinzenal na Assembleia da República, Luís Montenegro anunciou ainda que o Governo estima que a dívida pública se situe "em torno dos 90%" do PIB, valor inferior ao registado no ano passado.
Estas estimativas para 2025 foram partilhadas pelo primeiro-ministro no final do debate quinzenal, depois de o líder parlamentar do CDS-PP, Paulo Núncio, lhe ter perguntado se "podia dar à câmara alguns números finais definitivos" sobre o crescimento, o saldo orçamental e a dívida.
Na resposta ao CDS-PP, o primeiro-ministro referiu que só "por volta de março" haverá "números mais fiáveis" para 2025, mas disse que todos os dados apontam para "um crescimento económico de cerca de 2%, mais ou menos, cerca de 2%".
Luís Montenegro comentou que muitos "duvidaram que esta taxa de crescimento fosse possível", queixando-se de "meio ano de grande pessimismo à volta do Governo - não dentro do Governo, mas à volta dele".
"Portanto, o que vos posso dizer é o seguinte: um crescimento económico de cerca de 2%, um resultado orçamental que não será pior do que a nossa estimativa de 0,3% - é a nossa previsão, vamos ver se voltamos a surpreender o nosso país, ou não - e uma dívida pública a rondar os 90% do nosso PIB, talvez um pouco acima, mas no limiar dos 90%", afirmou.
O primeiro-ministro defendeu que a conjugação destes "três resultados" confere a Portugal previsibilidade, estabilidade e confiança, o que é um sinal positivo para os investidores nacionais e estrangeiros e permitirá pagar salários mais elevados, contribuindo para a salvaguarda do Estado social.
Também em resposta ao líder parlamentar do CDS-PP, que o questionou sobre a "nova lei do retorno", Luís Montenegro informou que o Governo recebeu "cerca de 120 participações" em relação à proposta colocada em discussão pública.
"Vamos agora analisá-las e, nas próximas semanas, remetê-las ao parlamento para uma decisão final sobre uma nova lei de retorno que pretende ser mais ágil, mais eficiente, com prazos mais adequados, para ser eficaz. Porque só pode haver uma verdadeira política de imigração se houver consequências para aqueles que não cumprem essa política", acrescentou.
Paulo Núncio defendeu uma política de imigração com "rigor na entrada, humanismo na integração" e criticou o facto de, com a atual lei, Portugal ser "um dos países da Europa que menos imigrantes ilegais devolve aos seus países de origem: menos de 5%".
Na vertente económica e financeira, o líder parlamentar do CDS-PP considerou que "o ano de 2025 correu bem para Portugal e correu bem para os portugueses", superando as expectativas da oposição e também as "projecções de algumas instituições como o Banco de Portugal, pelo menos na altura em que Mário Centeno estava à frente".
"A economia cresceu muito acima da média europeia. Está a crescer acima da maioria dos países da coesão com os quais temos de nos comparar. O investimento cresceu, tanto público como privado. E os rendimentos continuaram a crescer, tanto nas pensões como nos salários, muito acima do que estava a acontecer durante o governo socialista", elogiou.








