O Primeiro-Ministro Luís Montenegro destacou os estragos em casas, empresas e explorações agrícolas, muitas das quais ainda sem eletricidade, e sublinhou a importância da Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro, liderada por Paulo Fernandes, na coordenação dos esforços de recuperação. "Precisamos de alguém no terreno para supervisionar isto, e será ele, provavelmente nos próximos anos. Não há um prazo fixo, mas provavelmente serão necessários vários anos para concluir todo o trabalho", disse Montenegro.

O Primeiro-Ministro Luís Montenegro já tinha anunciado anteriormente medidas de apoio direto às famílias e aos agricultores, incluindo ajudas até 10.000 euros para prejuízos não cobertos por seguros, supervisionadas pelas câmaras municipais e pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional. As mesmas disposições aplicam-se às operações agrícolas e florestais, segundo o 24noticias.sapo.pt.

Para as empresas, o Montenegro anunciou a criação de 500 milhões de euros em linhas de crédito de tesouraria e mil milhões de euros para projectos de recuperação, juntamente com procedimentos simplificados de despedimento e isenções temporárias do pagamento de contribuições. Prevê-se que a linha de crédito de tesouraria esteja operacional nos próximos dias e que a linha de recuperação seja lançada dentro de três a quatro semanas.

O Primeiro-Ministro introduziu igualmente duas moratórias de 90 dias para o crédito à habitação e o pagamento de impostos, em vigor desde 28 de janeiro. Concluiu exortando as instituições públicas, os cidadãos e as organizações a trabalharem em conjunto para acelerar a reconstrução e atenuar o impacto da tempestade.