Em comunicado, o Ministério do Ambiente e Energia (MAE) informa que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) efectuou uma operação que permitiu a "reposição temporária da estanquidade do dique, impedindo a passagem de água do canal central para os campos adjacentes".

Esta intervenção no rio Mondego "vai permitir a drenagem dos terrenos ainda inundados e é um passo indispensável para a reparação definitiva do dique, do canal de drenagem principal e da estrada".

A APA está também a realizar intervenções nas margens do rio Lis, no concelho de Leiria, que sofreu uma rutura no dique da margem esquerda do rio, sob o viaduto da A17, na freguesia de Amor, "situação que provocou o desvio de parte do caudal do rio para os campos agrícolas adjacentes".

Esta ocorrência foi o resultado da precipitação extrema registada nos dias 26 e 27 de janeiro, associada às depressões Joseph e Kristin que afectaram a região de Leiria.

O MAE sublinha que, nos dias seguintes, devido ao elevado volume de água acumulado, "foram registadas mais duas rupturas no mesmo dique, dois quilómetros a jusante da primeira ocorrência, bem como uma pequena brecha no afluente conhecido como coletor do Amor".

De acordo com a entidade fiscalizadora, o afluente designado por coletor da Aroeira também "sofreu um colapso numa extensão aproximada de 80 metros, provocando a inundação de campos agrícolas na zona de Monte Real".