A moção de condolências, aprovada no início da sessão plenária de fevereiro do parlamento açoriano, na cidade da Horta, na ilha do Faial, foi apresentada pelo presidente, Luís Garcia, e subscrita pelos líderes dos vários grupos parlamentares.
No documento, a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA) manifesta "o seu profundo pesar pelas vidas perdidas, apresentando as suas mais sentidas condolências às famílias enlutadas e manifestando a sua solidariedade para com todos aqueles que sofreram perdas humanas e danos materiais em consequência destes acontecimentos".
"Num momento particularmente desafiante para as comunidades afectadas, importa reconhecer o trabalho incansável desenvolvido por governantes, autarcas, bombeiros, agentes da Proteção Civil e forças de segurança, militares, profissionais de saúde e todos os cidadãos que, com elevado sentido de responsabilidade e espírito de solidariedade, prestaram apoio às populações afectadas e contribuíram para as operações de socorro, assistência e reconstrução", lê-se.
Dada a dimensão das perdas humanas e materiais registadas, a ALRAA reafirma "a importância de uma resposta coordenada e eficaz que permita a recuperação das áreas afetadas e a reposição das condições de normalidade, garantindo o apoio necessário às famílias, aos trabalhadores e aos setores mais afetados, nomeadamente os setores agrícola e produtivo".
"Enquanto território insular exposto a fenómenos naturais adversos e aos desafios que estes colocam às populações, a Região Autónoma dos Açores associa-se, com particular sentido de solidariedade, às comunidades afetadas, reafirmando os laços de unidade e coesão que prevalecem quando parte do território nacional é confrontado com situações de calamidade", acrescenta.
A ALRAA manifesta "a sua solidariedade para com as populações e regiões afectadas" pela passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram 18 mortos, centenas de feridos e deslocados, e danos materiais significativos em várias regiões do país.
"A intensidade do vento, associada a períodos de chuva intensa, provocou inundações, deslizamentos de terras e desabamentos de rochas, causando danos significativos em habitações, infra-estruturas públicas e privadas, estabelecimentos comerciais e explorações agrícolas, com particular impacto na destruição de culturas e pastagens, comprometendo a subsistência de inúmeras famílias e isolando várias comunidades", acrescenta.
A ALRAA (Assembleia Regional dos Açores) refere ainda que as regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram particularmente afectadas, "ficando marcadas por um cenário de destruição que comprometeu a normalidade da vida de milhares de cidadãos, com a queda de árvores e estruturas, o encerramento de estradas, escolas e serviços de transportes, cortes no abastecimento de água, energia e comunicações, bem como a ocorrência de cheias e inundações".
A moção de condolências aprovada no parlamento açoriano será enviada ao Presidente da República, ao Presidente da Assembleia da República e ao Primeiro-Ministro.







