A viagem de cinco dias decorreu na mesma semana em que o Governo aprovou o Plano Nacional de Centros de Dados, cujo objetivo é posicionar Portugal como um "hub" europeu de centros de dados e garantir a soberania digital e a atração de investimento estrangeiro.

Portugal tem talento

Em declarações à Lusa, o secretário de Estado disse que Portugal tem o talento e as condições para atrair investimentos em IA, centros de investigação e centros de dados, tanto de fundos de capital de risco como de grandes empresas de software e gigantes de infra-estruturas.

"Temos grandes startups, scale-ups e unicórnios, e temos de chamar a atenção para a qualidade do nosso ecossistema, para a qualidade do nosso talento e para a capacidade que o nosso ecossistema tem de criar valor e gerar riqueza", disse Bernardo Correia.

"Estamos aqui também para garantir que Portugal está bem posicionado para aquela que é, neste momento, a maior oportunidade de atração de investimento do século, que é a construção de centros de dados", sublinhou.

"Estamos a falar de valores absolutamente astronómicos e Portugal está bem posicionado para captar esse investimento", sublinhou.

Agenda da visita

A agenda da visita, no âmbito da execução da Estratégia Nacional para o Digital, termina com um evento na Universidade de Stanford dedicado à sustentabilidade na transição digital, após visitas à incubadora Plug and Play, reuniões com fundos de capital de risco e encontros com empresas de infra-estruturas digitais.

"Estivemos também a ver como podemos alavancar Portugal como destino de investimento em infra-estruturas de Inteligência Artificial e a falar com investidores nesta área", indicou o governante.

Interesse em Silicon Valley

O Secretário de Estado observou que há um interesse renovado em hardware e IA física em Silicon Valley e disse que a robótica avançada e a deteção quântica são a "crista da onda" da evolução tecnológica que deve ser trazida para Portugal.

"Precisamos de saber como estar na vanguarda da tecnologia em Portugal e na Europa, e não apenas andar atrás das tecnologias que outros já estão a liderar", defendeu.

A missão procurou conhecer as melhores práticas mundiais na incubação e aceleração de startups de Inteligência Artificial e 'deep tech', "para garantir que Portugal está bem representado aqui e bem posicionado para o investimento internacional".

Parte desta estratégia passa pela incubadora Plug and Play, que tem uma parceria com a Startup Portugal para apoiar a internacionalização e a escalada de startups portuguesas nos Estados Unidos.

Encontrar formas de colaboração

Mas o Governo quer encontrar outras formas de colaboração, explicou Bernardo Correia, para "ligar melhor" as startups de Portugal e da Califórnia.

"O ecossistema de startups na zona de São Francisco é o melhor do mundo, o mais avançado do planeta, e há aqui muita troca de informação sobre como podemos fazer melhor com o nosso próprio ecossistema em Portugal", sublinhou, garantindo que a visita abriu portas e deverá resultar em parcerias concretas no futuro.

A visita do Secretário de Estado contou com o apoio do Consulado Geral de Portugal e do escritório da AICEP em São Francisco, que tem vindo a trabalhar no sentido de posicionar Portugal como um pólo de desenvolvimento tecnológico com boas oportunidades de negócio no panorama internacional.