Alterações climáticas
"Não podemos ter ilusões sobre o clima. Vai piorar antes de melhorar", afirmou, apontando os impactes das alterações climáticas recentes em Portugal e afirmando que os fenómenos extremos vão repetir-se com maior intensidade.
Um aumento de 1,5ºC em relação à era pré-industrial "terá custos muito elevados", pelo que é necessário garantir medidas de minimização dos problemas e de adaptação, afirmou.
Wopke Hoekstra afirmou que é necessário fazer mais progressos na produção de energia na UE, utilizando recursos naturais (eólica, solar e "eventualmente mais energia nuclear para os países que a têm"), e acabar com a dependência dos combustíveis fósseis.
Menos dependente da China
Em resposta a questões colocadas pelos eurodeputados, o Comissário sublinhou a necessidade de a UE ser menos dependente da China na produção de baterias, mas também noutras áreas, e referiu-se aos subsídios estatais (dados pela China, por exemplo) para dizer que a competitividade é importante "desde que as condições sejam as mesmas".
Relativamente à produção de energia verde, Wopke Hoekstra mencionou a liderança da Península Ibérica e dos países escandinavos e apontou a necessidade de implementar a mesma velocidade na produção de baterias que se verificou na produção de energia solar.
E sobre as interdependências energéticas, defendeu também uma maior colaboração, lembrando que a UE nasceu precisamente da colaboração nas áreas do carvão e do aço.
O Comissário Europeu para o Clima, Neutralidade Carbónica e Crescimento Limpo, Wopke Hoekstra, alertou para os "tempos muito difíceis" que o mundo está a viver e avisou que a União Europeia (UE) tem de caminhar para uma maior autossuficiência energética.









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