«Através da cultura, queremos dar vida ao centro e contribuir para a economia local desta zona tradicional. Estes são os primeiros passos para revitalizar o centro e colocá-lo na agenda da região», explicou Sérgio Silva, vereador da Cultura, à agência noticiosa Lusa.
Serão realizados dezasseis eventos entre as 13h00 e as 20h30, distribuídos por quatro ruas, uma praça pública e um parque de estacionamento na Marinha Grande.
O «Quarteirão d’A Fábrica»começa com um almoço comunitário ao ar livre na Praça Guilherme Stephens, organizado pela Associação Comercial e Industrial da Marinha Grande.
O programa prolonga-se até ao fim da tarde e conta com música de Inês Apenas, incluindo uma sessão de coro improvisada e uma atuação com o grupo Equinócio, a par de um desfile de moda com voluntários, espetáculos de rua, conversas com vidreiros veteranos, números de circo contemporâneo, oficinas, instalações artísticas, exposições de artes visuais e artesanato, jogos tradicionais e petiscos.
Em algumas lojas devolutas, os artistas pintarão murais que fazem referência às suas antigas funções, enquanto na Rua Marquês de Pombal, uma instalação participativa criará um painel com a cidade da Marinha Grande como tema.
O objetivo é voltar a centrar a atenção no núcleo tradicional da cidade, criando um «movimento cultural e animado que coloque esta zona histórica no centro das atenções».
O «Quarteirão d’A Fábrica» (The Factory Block) é uma evolução do projeto «Quarteirão Cultural», que, em edições anteriores, revitalizou os espaços em redor do património Stephens.
Esta edição especial integra o projeto «A Fábrica», criado no âmbito da candidatura à Rede Portuguesa de Teatros e Cineteatros, com o objetivo de promover ligações entre artistas, criadores, agentes culturais e residentes locais interessados em arte e cultura.
No sábado, no Quarteirão d’A Fábrica, muitos destes criadores, que atualmente somam mais de trinta, irão apresentar os seus trabalhos, ao mesmo tempo que organizam e produzem a programação do evento.
«Queremos que esta iniciativa mobilize a população da Marinha Grande e sensibilize para o envolvimento e a criação culturais», observou Sérgio Silva, acrescentando que «este é um espaço de cultura que deve ser vivido em primeira mão».
«O Quarteirão d’A Fábrica serve para criar públicos, revitalizar esta zona da cidade e sensibilizar para este aspeto vital da vida: a cultura», concluiu.








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