Quando questionada pela Lusa sobre o jardim de infância da freguesia de Vilar de Mouros, uma fonte da Câmara Municipal de Caminha (no distrito de Viana do Castelo) afirmou que todas as escolas do município permaneceriam abertas para o ano letivo de 2026/2027 e que todas as turmas tinham sido aprovadas com os números de alunos propostos.

Duas mães com filhos na escola da Torre, em Vilar de Mouros, também disseram à Lusa que tinham sido informadas de que o jardim de infância iria abrir no próximo ano letivo, depois de terem recebido anteriormente indicações de que o estabelecimento poderia não reabrir devido à falta de alunos.

No início de julho, os pais de Vilar de Mouros procuravam matricular três crianças para impedir o encerramento do jardim de infância da escola paroquial, salientando, em declarações à Lusa, que a escola oferecia serviços de refeitório e transporte escolar gratuito.

A 15 de julho, o vereador responsável pela educação do Município de Caminha afirmou que o agrupamento escolar estava a ponderar o encerramento do jardim de infância.

A 6 de julho, Filipa Fernandes, mãe de dois alunos, referiu que, na festa de fim de ano, havia 18 crianças (entre o jardim de infância e o ensino básico) na escola, que serve uma freguesia com uma população de aproximadamente 730 pessoas.

Na altura, Filipa Fernandes referiu que cinco crianças permaneceriam na escola primária no ano letivo seguinte. Ao mesmo tempo, sete estavam matriculadas no jardim de infância — sendo que «10 é o número mínimo de crianças necessário para abrir uma turma», de acordo com as diretrizes da escola.