No total, o município, situado no distrito do Porto, conta agora com seis novos empreendimentos habitacionais, o que representa um investimento de 122 milhões de euros na renovação e construção de novas habitações.
Rita, Teresa e Ana receberam três das 105 chaves entregues; descreveram o dia como «um novo começo na vida», um «momento que ainda parece irreal» e «um alívio».
Para Rita Monte, de 46 anos, mãe de três filhas, uma nova casa representa «a oportunidade» de recomeçar: «É um novo começo para as minhas filhas e para mim. Eu encontrava-me numa situação um tanto precária, porque era difícil encontrar um apartamento para nós as quatro com uma renda acessível; esta foi, de facto, uma oportunidade que mudou a minha vida», afirmou.
As quatro tinham vivido num estúdio e esperaram um ano por aquela chave — «um golpe de sorte».
«Na verdade, acho que tive muita sorte, porque faz exatamente um ano, neste mês de agosto, desde que entreguei a documentação. Em fevereiro, ligaram-me a perguntar se queria uma nova casa e, claro, respondi que sim», contou ela.
Desde fevereiro até hoje, «foi um período de ansiedade, sempre a verificar quando é que a casa estaria pronta — e ficou pronta hoje», observou Rita.
Os planos para o primeiro jantar na nova casa ainda não foram decididos — em parte porque, como disse a Rita, «a casa está vazia» —, pelo que brincou: «provavelmente será no chão, com algumas pizzas encomendadas».
Para Ana Ferreira, de 42 anos, mãe de dois filhos, a chave que recebeu hoje parece um momento «difícil de acreditar», após anos de dificuldades: «A minha vida sofreu uma reviravolta drástica e, incapaz de alugar uma casa decente, vivi, sinceramente, na casa de um familiar que se encontrava em más condições: muito húmida, com pavimentos e paredes degradados e muito exígua.»
Ana esperou dois anos por esta chave. «Estou muito grata; na verdade, foi bastante rápido. Isto significa bem-estar e saúde para os meus filhos, porque a nossa situação anterior teria-se tornado complicada a longo prazo. Agora, vamos ter um novo começo numa nova casa que tem tudo o que precisamos», explicou.
Quando entrar na nova casa, Ana diz que tenciona «sentar-me no chão da sala e simplesmente absorver tudo», especialmente porque ainda não viu o local: «A minha filha está aqui comigo; a minha mais nova, que tem três anos, não veio, mas a minha filha ficou emocionada e está radiante porque finalmente vai ter um quarto só para ela», observou.
Aos 73 anos, Maria Soares sente-se triste por deixar a sua antiga casa; embora «não tivesse comodidades adequadas», adorava a localização. Hoje, recebeu as chaves da sua nova casa na companhia da filha, Teresa: «Os meus pais esperaram mais de 20 anos e agora o meu pai está acamado; nem sequer tinham uma casa de banho interior», contou.
Para esta mãe e filha, o sentimento é de «dupla felicidade», uma vez que estão prestes a tornar-se vizinhas. Teresa pode continuar a cuidar dos pais — «mas cada um na sua própria casa» —, especialmente porque antes vivia com o marido e o filho num anexo ligado à casa dos pais.
«Agora tudo vai ser diferente», previu Teresa.
Estas novas habitações apresentam uma característica «especial» no contexto do município. «Este complexo habitacional — o empreendimento Flor de Infesta — tem uma característica especial: além de construir novas habitações.









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