Os professores da Escola Primária de Sagres juntaram-se à visita e exploraram a zona da Fortaleza de Sagres com os seus alunos durante a manhã. Os alunos, com idades compreendidas entre os 6 e os 8 anos, observaram tanto a paisagem natural da Fortaleza de Sagres, acompanhados pela Equipa Pedagógica da Fortaleza, como a planta da corema-branca, acompanhados pelo Coordenador do Projeto Emc2. Os alunos aprenderam vários pormenores sobre a flora local e, para muitos deles, foi a primeira vez que viram plantas masculinas e femininas da espécie de corema-branca, Corema album (L.) D. Don, uma espécie endémica da Península Ibérica, uma vez que só ocorre em Portugal e em Espanha. Aprenderam também que as plantas fêmeas desta espécie produzem pequenos frutos brancos comestíveis («as pérolas brancas botânicas») entre abril e novembro, conhecidos em português como «camarinhas». Ficaram ainda a saber como as plantas invasoras constituem uma ameaça para as espécies vegetais endémicas nas zonas costeiras.

Este tipo de visitas de estudo, que promove uma ligação profunda com a natureza nos mais jovens, pode desenvolver neles um sentido de pertença e um envolvimento emocional que são componentes essenciais de uma aprendizagem infantil significativa. Espera-se que estas visitas de estudo os ajudem a compreender e a proteger melhor o mundo natural, levando-os, em última análise, a agir em prol da biodiversidade, um passo crucial durante a Década das Nações Unidas para a Restauração dos Ecossistemas (2021–2030). Temos de motivar os jovens para a conservação da natureza através de projetos baseados na ação, na esperança e na cooperação.

O projeto Emc2 irá desenvolver mais visitas de estudo no Algarve e noutras zonas costeiras do continente português, bem como em algumas ilhas dos Açores onde a espécie Corema album ssp. azoricum faz parte da flora local. O futuro do ensino da botânica beneficiará da aprendizagem baseada na natureza e de uma metodologia que promova a colaboração com organizações da sociedade civil, para ajudar a desenvolver um sentido de responsabilidade coletiva pela biodiversidade.

O projeto Emc2 é financiado por fundos nacionais concedidos pela FCT - Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P. (Portugal), através dos projetos UID/04292/2025 e UID/PRR/4292/2025 atribuídos ao MARE — Centro de Ciências Marinhas e Ambientais, e pelo projeto LA/P/0069/2020 (https://doi.org/10.54499/LA/P/0069/2020), concedido ao Laboratório Associado ARNET — Rede de Investigação Aquática.

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