O que é a doença de Parkinson?

O mal de

Parkinson é muito mais do que um tremor; é uma condição neurológica neurodegenerativa progressiva que prejudica o movimento. É causada pela morte gradual de neurônios na substância negra do cérebro, que são responsáveis pela produção de dopamina, um neurotransmissor essencial para o controle motor.

Os sintomas primários incluem tremores de repouso, lentidão de movimentos (bradicinesia), rigidez muscular e instabilidade postural, juntamente com mudanças na fala, escrita e equilíbrio, evoluindo lentamente ao longo dos anos. Outras manifestações podem incluir depressão, distúrbios do sono, perda do olfato e alterações de humor, que geralmente precedem os sintomas motores em vários

anos.

Um mundo em envelhecimento: o impacto em Portugal

Globalmente, é a segunda doença neurodegenerativa mais comum, afetando mais homens do que mulheres, especialmente após os 60 anos. Estima-se que 11 a 12 milhões de pessoas vivam com Parkinson. Com o envelhecimento da população, projeta-se que os casos globais dobrem até 2050, atingindo 25 milhões. Em Portugal, a realidade é significativa: entre 18.000 e 20.000 portugueses vivem com a doença, tornando-a a segunda condição neurodegenerativa mais comum no país, depois da doença de Alzheimer. A

importância do tratamento e do diagnóstico precoce Embora ainda não haja cura,

o diagnóstico precoce

é o maior trunfo para retardar a progressão dos sintomas e garantir o bem-estar. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado na história do paciente e em exames neurológicos que identificam sinais cardinais, como tremor e rigidez, sem exames laboratoriais definitivos. Exames como ressonância magnética ou DaTSCAN podem ajudar em casos duvidosos, mas não são

essenciais para a maioria.

O tratamento se concentra no alívio dos sintomas e deve ser multidisciplinar. O neurologista atua como o “centro central” do atendimento, coordenando uma equipe que inclui fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psicólogos, psiquiatras e médicos de clínica geral. Essa abordagem integrada ajuda a gerenciar sintomas motores e problemas não motores, como ansiedade e disfagia. Em estágios avançados, cirurgias como a Estimulação Cerebral Profunda (DBS) podem ser opções. A atividade física regular continua sendo uma das recomendações mais fortes para preservar a mobilidade

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O impacto nas famílias e nas redes de apoio

A doença causa depressão em quase 40% dos pacientes, muitas vezes associada à ansiedade e ao isolamento social. Muitos perdem autonomia no trabalho e nas atividades diárias, aumentando a dependência — um fator que reforça a necessidade

de políticas públicas de inclusão. O

diagnóstico de Parkinson ecoa em toda a estrutura familiar. A família se torna a principal aliada contra a depressão e nas tarefas diárias. No entanto, o esgotamento do cuidador é real; é vital que eles também busquem estratégias de autocuidado. Instituições como a Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson (ApdPK) são fundamentais, oferecendo cuidados especializados e um espaço de entendimento mútuo. O conhecimento é o que realmente move a mudança. Apoie aqueles que vivem com a doença, incentive a pesquisa e divulgue a conscientização. A rigidez pode estar nos músculos, mas nossa mente deve permanecer flexível e aberta a novas descobertas

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Conteúdo desenvolvido pela Dra. Nárjara Barros Ribeiro, neurologista — OM47909