A expansão do 'metrobus' para esses municípios é defendida pelos municípios envolvidos e pela Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIMRC), com a ordem do governo ao Metro Mondego após a admissão do Ministro das Infraestruturas de que essa possibilidade estava sendo estudada.

Município de Condeixa-a-Nova

A prefeita de Condeixa-a-Nova, Liliana Pimentel, disse à agência de notícias Lusa que foi informada de uma ordem governamental que obriga a Metro Mondego (MM) a prosseguir com os projetos necessários para

expandir o SMM em seu município.

“Já recebemos a confirmação de que há uma decisão de estender a linha até Condeixa-a-Nova”, indicou.

Em declarações à Lusa, a autarca considerou que “é um passo muito significativo” e admitiu que recebeu a informação “com muita alegria”.

“Isso confirma algo que o ministro [das Infraestruturas] disse durante sua última visita a Coimbra, que é para avançar e avançará durante este mandato”, explicou.

O autarca reconheceu que o que eles “realmente queriam era que a dotação financeira também cobrisse essa expansão”, apontando que o estudo de viabilidade económica e financeira encomendado pela Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra “mostra claramente” que a expansão para Condeixa-a-Nova “é altamente benéfica para a operação”.

“O nível de uso que os moradores de Condeixa terão, mesmo em relação a outras localidades como Lousã, Miranda [do Corvo] e até Cantanhede, é três vezes maior. A entrada de Condeixa é absolutamente necessária, até mesmo para alavancar financeiramente [o projeto] e para o equilíbrio financeiro da operação como um todo”, argumentou.

Município de Cantanhede

A presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, Helena Teodósio, também confirmou hoje à Lusa que o seu município foi notificado da ordem do Governo, afirmando que, na sexta-feira, numa reunião como presidente da CIMRC com a Metro Mondego, foi informada de que aquela entidade tinha sido mandatada para “realizar estudos, projetos e outras tarefas” associadas às expansões

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Helena Teodósio lembrou que o CIMRC já tinha feito um estudo aprofundado de possíveis expansões no passado, com a expectativa de que o Metro Mondego avançasse com projetos de execução.

“É uma medida muito importante para cada um dos territórios. Pode ser necessário fazer esse estudo [preliminar] e fazer algumas análises necessárias, mas o trabalho principal está feito e, se não houver nada que entre em conflito, temos que avançar com os projetos de execução”, ressaltou, defendendo rapidez nesse processo

.

Conhecendo a vontade do Governo de avançar com as expansões, Helena Teodósio também destacou a importância deste processo prosseguir em paralelo com a linha de alta velocidade que serve Coimbra, permitindo a complementaridade com a ferrovia.

Como presidente da CIMRC, Helena Teodósio considerou essas expansões também fundamentais para a afirmação de Coimbra como região metropolitana.

Município da Mealhada

O prefeito da Mealhada, António Jorge Franco, também confirmou que estava ciente de que a Metro Mondego havia sido mandatada para prosseguir com os estudos e projetos necessários para expandir o

SMM em seu município.

“Ainda há algumas análises a serem feitas em relação à Mealhada, mas me parece boa. Acima de tudo, a minha preocupação e a preocupação de todos nós na Mealhada é ter acesso a Coimbra e vice-versa o mais rápido possível”, argumentou.

Para o autarca, a prioridade é garantir que a distância entre os municípios da Mealhada e Coimbra seja percorrida o mais rápido possível, “seja de metro, comboio, linha de metro ou metro em BRT [Bus Rapid Transit]”.

Essa conexão rápida é fundamental para o benefício de toda a população que trabalha e vive, seja em Coimbra, Mealhada ou nesta área”, indicou.

Recentemente, a Secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias, afirmou numa publicação nas redes sociais que a Metro Mondego foi mandatada para realizar “estudos com vista à expansão” do 'metrobus'.