“Agora estou preparando uma nova missão, talvez em setembro ou outubro, ainda não tenho uma data precisa. Estarei em contato com as autoridades venezuelanas para prestar apoio na reconstrução do país em setores que se mostrem mais necessitados”, disse ele.

Emídio Sousa falava aos jornalistas no Funchal, à margem da sessão de abertura do Fórum Global da Madeira, um encontro que conta com a participação de mais de 450 oradores de comunidades madeirenses espalhadas por vários países do mundo.

O Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas especificou que o novo apoio à Venezuela será realizado através de empresas, como parte do trabalho de reconstrução nas áreas mais afetadas.

“Também espero que as autoridades venezuelanas indiquem quais setores são prioritários, embora eu tenha poucas dúvidas de que o setor habitacional, a reconstrução habitacional, será uma das principais prioridades”, disse ele.

Emídio Sousa indicou, por outro lado, que o governo agora vai “aprofundar” a forma como as empresas que se envolvem no processo são financiadas.

“Esse é um dos aspectos em que terei que me aprofundar, porque as empresas, normalmente, quando vão trabalhar, têm que ser pagas pelo respectivo trabalho”, disse.

Os terremotos registrados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 5.398 mortes e 16.740 feridos, de acordo com a contagem oficial mais recente.

Entre os mortos, há pelo menos 130 portugueses e pessoas de ascendência portuguesa, e outros 31 estão desaparecidos.

Vários países, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram equipes de busca e resgate para a Venezuela.

Terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilômetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de tremores secundários, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.