Em comunicado, o Governo lamentou as mortes registradas neste contexto. Explicou que foi mantido informado pelo governo espanhol, “que garantiu que, em estreita coordenação e cooperação com as autoridades marroquinas, reverterá o fluxo de milhares de pessoas visto nas últimas semanas, especialmente nos últimos dois

dias”.

Além desse contato, o governo português diz que também está em contato com o governo de Marrocos e que “as autoridades portuguesas, especificamente a GNR e a Polícia Marítima, estão coordenando com seus colegas espanhóis e agindo em conjunto”.

“O Governo português reafirma que a integridade do sistema Schengen depende de um rigoroso controle de fronteiras e de uma luta determinada contra todas as formas de imigração ilegal”, acrescenta o comunicado.

Os últimos dados divulgados pelo governo autônomo de Ceuta mostram que 60.000 pessoas entraram irregularmente na cidade espanhola nas últimas 24 horas e 34 mortes foram confirmadas durante a crise.

A cidade está enfrentando “uma situação insustentável”, disse Juan Jesús Vivas, observando que Ceuta, um enclave espanhol no norte da África, tem uma população de 83.000 pessoas.