Em resposta às perguntas da agência de notícias Lusa sobre o uso das diferentes opções de entrada gratuita em vigor nestes espaços do MMP, a entidade pública empresarial divulgou dados relativos ao período de 1 de junho de 2025 a 31 de maio de 2026, adotados como referência após a entrada em operação de “um novo sistema de bilhetagem que permite uma medição mais confiável”.

De

um total de quase 1,7 milhão de

admissões

gratuitas em todas as categorias durante esse período, 1.390.569 (81,93%) foram feitas por visitantes nacionais e 306.654 (18,07%) por visitantes estrangeiros, de acordo com estatísticas do MMP,

que também incluem admissões no programa Access 52.

No mesmo período, de acordo com o MMP, o número total de admissões pagas e gratuitas chegou a 3.951.639.

Custos do Estado As

declarações da Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, em audição parlamentar em 21 de julho, revelam que este sistema de entrada gratuita “teve custos, com uma perda de receita associada de 10 milhões de

euros”.

O relatório citado pela agência de notícias Lusa afirma que esses números correspondem ao número de ingressos emitidos e não apenas ao número de usuários únicos, refletindo assim o volume de uso das diferentes opções de entrada gratuita disponíveis em museus, monumentos e palácios sob a tutela do MMP.

O documento explica que somente no programa Acesso 52 é possível rastrear o número de usos por visitante, por meio do cadastro do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), permitindo a análise da frequência de uso da medida pelo mesmo visitante.

Em outras opções de entrada gratuita, a contabilização é feita apenas pelo número de ingressos emitidos, impossibilitando a identificação de usuários únicos.

O relatório conclui que as entradas gratuitas são usadas principalmente por residentes em Portugal, que representam mais de 80% dos inscritos no período analisado.

No entanto, uma parte significativa das opções de acesso gratuito não é exclusiva para residentes, ao contrário do programa Access 52, que exige residência fiscal em Portugal e também abrange visitantes estrangeiros que atendam aos requisitos estipulados na legislação.

Essas opções incluem entrada gratuita para crianças até 12 anos, independentemente da nacionalidade, bem como grupos escolares, professores acompanhantes, pessoas com deficiência e seus acompanhantes, pesquisadores e jornalistas, além de profissionais de museus e patrimônio e membros de organizações internacionais como o Conselho Internacional de Museus (ICOM), o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS) e a Associação Portuguesa de Museologia (APOM).

O relatório do MMP esclarece que essas opções são usadas regularmente por turistas, pesquisadores, profissionais do patrimônio, jornalistas e escolas estrangeiras, incluindo aquelas de países dentro e fora da União Europeia.