Os dados foram divulgados em conferência de imprensa no âmbito da cimeira europeia desta organização, considerada a maior da indústria mundial de cruzeiros, que está a decorrer no Funchal, Madeira, até 26 de fevereiro.
A Cimeira Europeia da CLIA é considerada o principal fórum para a política de cruzeiros na Europa, reunindo a liderança das companhias de cruzeiros, instituições europeias, governos nacionais e regionais, portos e destinos, estaleiros navais e líderes marítimos.
Paula Cabaço sublinhou que o evento contribui também para os esforços da região em quebrar a sazonalidade no sector dos cruzeiros, cuja época alta é o inverno, e que no verão são poucas as escalas no porto do Funchal.
Maior número de escalas
Ainda assim, em 2025, o porto da capital madeirense registou o maior número de escalas de navios de cruzeiro de sempre - 331 - movimentando cerca de um milhão de pessoas e gerando 62,9 milhões de euros de receitas para a economia regional.
A APRAM indicou que, só em janeiro deste ano, foram registadas 41 escalas (+13,89% face ao período homólogo de 2025), com um movimento de 113.210 passageiros (+26,27%) e 39.143 tripulantes.
Impacto económico
Dados da CLIA indicam que o turismo de cruzeiros teve um impacto económico de 64,1 mil milhões de euros a nível europeu em 2024 e está associado a 445 mil postos de trabalho, sendo que em Portugal os valores atingiram os 940 milhões de euros e 9.800 postos de trabalho.
Lisboa manteve a sua posição como o principal porto de cruzeiros do país nesse ano, enquanto a Madeira consolidou a sua posição como o maior porto de escala de Portugal.
Na conferência de imprensa, o Presidente da CLIA, Bud Darr, referiu que estes números demonstram que o turismo de cruzeiros é uma parte fundamental da economia marítima europeia, sublinhando que os benefícios vão para além dos portos e envolvem as economias locais em todas as regiões.
Dados da organização indicam que, em 2024, as despesas diretas com cruzeiros atingiram 31 mil milhões de euros, incluindo 14 mil milhões de euros em bens e serviços adquiridos a fornecedores europeus e 10 mil milhões de euros na construção naval.








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