A greve, convocada pela Federação Nacional dos Sindicatos Independentes da Administração Pública e Entidades Públicas (Fesinap), começou à meia-noite e prolonga-se até às 23:59, abrangendo a administração central, regional e local.

Em declarações à agência Lusa, o secretário-geral da Fesinap já tinha antecipado uma "forte" adesão à greve, sobretudo nos sectores da saúde e da educação.

No entanto, Mário Rui destacou também possíveis impactos noutros organismos do Estado, nomeadamente o Instituto dos Registos e Notariado, a Direção-Geral da Administração da Justiça, a Agência para a Integração, Migração e Asilo e o Instituto da Segurança Social.

De acordo com o secretário-geral da Fesinap, que representa "cerca de nove mil trabalhadores", entre os motivos que levaram à convocação desta greve estão os atrasos na avaliação de desempenho dos funcionários públicos, bem como a criação da carreira de assistente técnico pedagógico e o aumento das contratações para o sector da saúde.

No que diz respeito à avaliação de desempenho, a Fesinap defende a revisão do Sistema Integrado de Gestão e Avaliação do Desempenho na Administração Pública (SIADAP), argumentando que o atual sistema é "injusto" e, em particular, pede a eliminação das quotas, "à semelhança do que já acontece nos Açores", explica.

A revisão do SIADAP é um dos pontos incluídos no novo acordo plurianual de valorização dos funcionários públicos assinado em janeiro entre o Governo, a Fesinap e o STE, com início das negociações previsto para o segundo semestre deste ano.

Segundo Mário Rui, a Fesinap ainda quer ser recebida pelo Governo para apresentar suas propostas e participar das negociações habituais que existem entre o poder executivo e os representantes da Administração Pública.