No centro do Campo de São Francisco, de guarda à Igreja de São José, vive um monumento vivo e extenso.

É o Figo da Baía de Moreton, um gigante australiano que desde 1870 tem Ponta Delgada como casa. Foi plantada pelo visionário botânico José do Canto, um homem que tratava os Açores como um laboratório vivo para as espécies mais exóticas do mundo.

A árvore é uma obra-prima da arquitetura natural. As suas raízes maciças arrastam-se pelo solo como ondas, sustentando uma enorme copa. Durante mais de 150 anos, testemunhou a lenta transição da cidade, sobrevivendo às tempestades e às marés vivas da história. Serve como uma ponte viva entre a distante natureza selvagem australiana e o coração da vida atlântica - um lembrete silencioso e enraizado de que a natureza constrói os marcos mais duradouros.