De acordo com um relatório do Instituto Português do Mar e da Atmosfera(IPMA), com informação actualizada a 1 de junho, em termos de número médio de dias de uma onda de calor, este episódio classifica-se como o terceiro mais longo, com 9,3 dias, tendo o mais longo ocorrido em 1964 (9,7 dias).

Quanto à magnitude média da onda de calor, que se refere à intensidade e extensão do desvio térmico, este episódio ocupa o segundo lugar, tendo o maior ocorrido em 1965.

"Com base na informação mais recente, 10 estações meteorológicas automáticas da rede do IPMA, utilizadas para monitorizar este fenómeno, permanecem em situação de onda de calor", salientou.

De acordo com o IPMA (Instituto Português do Mar e da Atmosfera), a onda de calor persistiu nas regiões do interior norte e centro e no Alentejo, sendo que apenas as regiões do litoral não a registaram.

Durante este período, foram registadas 25 novas temperaturas máximas do ar: uma a 26 de maio, três a 28 de maio e as restantes a 27 de maio. As estações de Trancoso e Macedo de Cavaleiros ultrapassaram estes limites pela segunda vez neste mês.

Foi também registado um novo extremo absoluto em Mora, atingindo 40,3°C, e as estações de Mora (distrito de Évora) e Alvega (Abrantes, distrito de Santarém) ultrapassaram o anterior extremo absoluto de maio (40°C, Pinhão).