De acordo com o projeto de execução, "está previsto um novo edifício de passageiros, com acesso de ambos os lados da cidade (poente-poente), incluindo uma passagem superior sobre todas as plataformas, ligando a praça a poente e a nova praça intermodal a nascente", bem como um "passeio pedonal sobre a atual linha de metro e o terminal da STCP a poente".
A nascente, no âmbito de uma nova praça a criar com a ampliação da estação, está incluída "a construção de um novo parque de estacionamento coberto com 620 lugares", que será subterrâneo.
A poente, na atual entrada principal da estação, há a "intenção de arborizar a praça poente em frente ao edifício da estação do século XX, e restringir a circulação apenas a veículos autorizados, táxis e acesso ao parque de estacionamento", uma alteração ao anterior projeto (outubro de 2025) que foi rejeitado, que previa a deslocalização da praça de táxis para nascente e o corte deste acesso ao parque de estacionamento, o mais próximo da atual estação, em favor de um espaço mais exclusivo para peões.
Alterações no edifício
Para a construção do viaduto, a "torre do relógio" existente a norte do edifício da estação será demolida para dar lugar ao novo viaduto que funcionará também como edifício de passageiros, visando ligar "todas as 'pontas soltas' que atualmente constituem o extenso e disperso programa de interface de transportes de Campanhã".
O novo edifício de passageiros terá vários pisos, compreendendo a "estação propriamente dita, com áreas públicas, áreas de apoio e de prestação de serviços, áreas técnicas e lojas", instalações da Infraestruturas de Portugal(IP), um centro de escritórios, e o estacionamento será acessível a partir da nova praça através da nova Via Corniche, prevista no Plano de Urbanização de Campanhã.
Abrigos de passageiros
Relativamente aos abrigos de passageiros nas plataformas de embarque, entre as linhas 2 e 11, "serão construídos 20 volumes fechados (quatro por plataforma) equipados com bancos de madeira, para acolher confortavelmente, em cada volume, cerca de 20 passageiros, protegidos das intempéries".
Relativamente às estruturas de betão existentes, algumas serão mantidas e outras demolidas, mas o desenho atual será preservado "de modo a cobrir uma extensão de 220 metros", o que significa que este projeto não contempla a cobertura de toda a plataforma, incluindo o acesso à passagem inferior pedonal norte, que dá acesso ao Terminal Intermodal de Campanhã e que ficará a descoberto.
Ampliação da estação
A nascente, a Rua Pinheiro de Campanhã dará lugar a uma ampliação da estação ferroviária (haverá uma nova plataforma para as novas linhas 10 e 11, com quatro linhas dedicadas a serviços de alta velocidade), sendo restabelecida a antiga linha do Ramal da Alfândega, que permitirá a implementação de um "eventual futuro projeto de mobilidade sustentável" entre Campanhã e a Alfândega.
Esta é a segunda versão do projeto de execução para Campanhã, uma vez que a anterior foi rejeitada pela Agência Portuguesa do Ambiente(APA), e recupera o que tinha sido apresentado num vídeo aquando da adjudicação do projeto em outubro de 2024, com uma passagem superior na estação de Campanhã e não uma passagem superior "naturalmente ventilada" exposta aos elementos.
Conclusão das obras
A ligação ferroviária de alta velocidade Porto-Lisboa colocará as duas cidades a uma hora e 15 minutos de distância uma da outra e poderá incluir paragens em Gaia, Aveiro, Coimbra e Leiria.
Deverá estar totalmente concluída em 2032, tal como a ligação Porto-Vigo, com estações no aeroporto do Porto, Braga, Ponte de Lima e Valença.






