Portugal vai ativar a cláusula de salvaguarda das regras orçamentais da União Europeia, segundo noticiou a Euronews. A cláusula permitirá a Portugal cobrir temporariamente os custos adicionais relacionados com a energia decorrentes da atual crise, sem incorrer em incumprimento da regulamentação.
De acordo com a Lusa, o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, anunciou que: «A Comissão compreende, e isto também é solicitado em vários países, que deve agora criar uma cláusula de exceção, tal como fez para as regras relativas às despesas de defesa. Apoiamos esta decisão e iremos ativar esta cláusula, tal como fizemos para a defesa.»
Durante a reunião do Eurogrupo no Luxemburgo, na quinta-feira, 11 de junho, Joaquim Miranda Sarmento disse aos jornalistas que, de acordo com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da Comissão Europeia, Portugal é o quinto país da União Europeia que mais ajuda presta em proporção do seu PIB.
O Ministro das Finanças argumentou que a crise atual é diferente da anterior crise energética de 2022 e que a subida das taxas de juro em 2022, anunciada pelo Banco Central Europeu na sequência da inflação causada pela guerra no Médio Oriente, foi injustificada: «Mantenho a minha opinião de que [o BCE] poderia ter optado por não dar este sinal e que foi absolutamente desnecessário.»
«O Banco Central Europeu, de qualquer forma, decidiu aumentar as taxas de juro, mas estamos numa situação muito diferente, tanto do ponto de vista da inflação como do ponto de vista das taxas de juro do Banco Central», cita a Lusa o ministro.









Follow us on social media