Os resultados, publicados pela Ookla, a empresa responsável pelo Speedtest, destacam a rápida adoção da tecnologia móvel de última geração em Portugal. O relatório avaliou países com populações entre 10 e 20 milhões de habitantes, comparando a proporção de utilizadores móveis ligados a redes 5G.

Portugal conquistou o segundo lugar, com cerca de 22% dos utilizadores ligados através de 5G, ficando apenas atrás da Suécia e superando países como a Bélgica, a República Checa e a Grécia.

Investimento a dar frutos

A classificação reflete o investimento significativo realizado pelas operadoras de telecomunicações portuguesas desde que o leilão do espectro 5G do país foi concluído em 2021. Os principais operadores — MEO, NOS e Vodafone Portugal — continuaram a expandir as suas redes, levando a cobertura 5G à maioria dos centros urbanos e a um número crescente de comunidades rurais, segundo a ANACOM.

De acordo com os dados mais recentes da ANACOM, a entidade reguladora das comunicações em Portugal, a cobertura 5G atinge agora a grande maioria da população, continuando a expansão da rede à medida que as operadoras melhoram a capacidade e as velocidades.

Mais do que downloads mais rápidos

Embora os consumidores associem frequentemente o 5G a ligações à Internet mais rápidas, espera-se que a tecnologia venha a suportar uma gama muito mais ampla de serviços nos próximos anos. A melhoria da conectividade desempenhará um papel importante em áreas como as cidades inteligentes, os transportes conectados, os cuidados de saúde, a indústria e o trabalho remoto.

Portugal posicionou-se como um polo tecnológico em crescimento, atraindo empresas internacionais e nómadas digitais. As redes móveis mais rápidas e fiáveis são cada vez mais vistas como parte da competitividade do país, especialmente à medida que cresce a procura por computação em nuvem, inteligência artificial e serviços com uso intensivo de dados.

A utilização ainda tem margem para crescer

Embora Portugal tenha obtido uma classificação elevada no que diz respeito à utilização do 5G, os números sugerem também que uma grande parte dos utilizadores móveis continua a depender de ligações 4G. Os especialistas salientam que uma adoção mais generalizada dependerá da atualização dos consumidores para smartphones compatíveis, da expansão da disponibilidade da rede e da continuação da oferta de planos 5G competitivos por parte das operadoras móveis.

À medida que mais dispositivos passam a ser compatíveis com o 5G e as empresas adotam novas aplicações, espera-se que a utilização continue a aumentar nos próximos anos.

O último ranking sublinha o progresso de Portugal em termos de infraestruturas digitais e sugere que o país está bem posicionado para beneficiar dos futuros desenvolvimentos tecnológicos, tanto no setor público como no privado.