Novos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), analisados pelo Jornal de Notícias, revelam que os estrangeiros representam agora, pelo menos, 10 % da população em 101 dos 308 municípios de Portugal.
Isso corresponde a quase um em cada três municípios do país.
No final de 2025, Portugal contava com cerca de 1,6 milhões de residentes estrangeiros, o que representava cerca de 14% da população total.
No entanto, os números variam consideravelmente consoante o local de residência.
Em Odemira, no Alentejo, os estrangeiros representam agora 52,06% da população, tornando-o o único município onde superam em número os cidadãos portugueses.
O Algarve também se destaca, com vários municípios a registarem valores bem acima da média nacional.
Em Vila do Bispo, 41,73% dos residentes têm nacionalidade estrangeira, seguida de Aljezur com 40,50% e Albufeira com 38,79%.
Lagos não fica muito atrás, com 35,92%, enquanto Loulé regista 31,21% e Tavira 30,32%.
Estes números refletem o quão internacionais se tornaram muitas comunidades do Algarve, sendo que os residentes estrangeiros representam cerca de uma em cada três pessoas em várias partes da região.
Lisboa e o Porto também registam números elevados
As duas maiores cidades de Portugal também apresentam populações internacionais substanciais.
Em Lisboa, 25,64% dos residentes têm nacionalidade estrangeira, enquanto no Porto este valor ultrapassa os 22%.
E a tendência não se limita às grandes cidades ou aos destinos costeiros.
Em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, os estrangeiros representam 20,8% dos residentes. Oliveira de Frades, Idanha-a-Nova e Vila Velha de Ródão também apresentam populações estrangeiras superiores a 13%.
No outro extremo da escala, alguns municípios têm muito poucos residentes estrangeiros.
Resende, no distrito de Viseu, apresenta uma das proporções mais baixas, com apenas 1,31%, enquanto Vinhais se situa nos 1,38%.
Os números mostram como a evolução da população de Portugal varia significativamente de um município para outro.
Enquanto algumas comunidades se tornaram altamente internacionais, outras continuam a ser predominantemente portuguesas, o que realça as consideráveis diferenças regionais subjacentes às estatísticas nacionais.









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