A medida faz parte do subsídio de 14,5 milhões de euros para promover o bem-estar animal. O Ministério da Agricultura e do Mar disse à Lusa que, na medida específica para famílias carenciadas, 500 mil euros são alocados para serviços veterinários e o outro meio milhão será usado em despesas com alimentos para animais de estimação.
Esses fundos são alocados não apenas para as famílias mais necessitadas, mas também para centros oficiais de coleta ou associações de bem-estar animal, que estão legalmente incluídas.
“No caso de famílias carentes, o apoio é concedido por meio de municípios, onde a avaliação da elegibilidade depende dos próprios serviços de ação social do município, que já devem ter estabelecido critérios socioeconômicos”, explica o ministério.
Segundo o ministério, essa coparticipação na alimentação de animais de companhia é semelhante a um “banco de alimentos para animais”, pois “será fornecido apoio específico para garantir a alimentação de animais de companhia pertencentes a famílias economicamente vulneráveis”.
“Esse apoio não prevê a criação de um banco físico de alimentos, mas sim a contribuição de despesas relacionadas à alimentação animal”, esclarece.
As inscrições começaram em 1º de outubro e o suporte cobrirá as despesas incorridas entre 1º de outubro de 2024 e 30 de setembro de 2025.
Todos os serviços veterinários realizados em centros legalmente licenciados são elegíveis, assim como todos os produtos destinados à alimentação animal, sejam eles fisiológicos ou de tratamento, sólidos ou úmidos.
De acordo com o Ministério, o limite máximo de apoio financeiro para alimentação é de R$5.000 por família para despesas realizadas entre 1º de outubro de 2024 e 30 de setembro de 2025.
O apoio financeiro aos serviços veterinários “estará sujeito a limites máximos por beneficiário, definidos de acordo com a população residente do município”.
“Os limites máximos de coparticipação aumentam progressivamente de acordo com o tamanho da população, garantindo que municípios com populações maiores possam acessar apoio proporcional às suas necessidades”, afirmou o Ministério.
No total, as medidas planejadas para promover o bem-estar animal incluem o gasto governamental de 14,5 milhões de euros na construção, renovação e modernização da infraestrutura, bem como apoio veterinário para tratamentos, esterilizações e identificação de cães e gatos, além de apoio a associações de bem-estar animal.








