“Blackout” reuniu 41,5% dos “milhares de votos”, “refletindo o impacto que a falha no fornecimento de eletricidade teve na vida das pessoas, deixando-as sem acesso a transportes, comunicações e serviços básicos”, disse a Porto Editora em um comunicado, sem especificar o número de eleitores.

Na edição deste ano da Palavra do Ano, um novo recurso foi introduzido, permitindo que os eleitores justifiquem sua escolha. “Essa palavra se destacou como 'evento histórico' e 'momento mais significativo do ano', combinando 'incerteza e angústia' com 'lição de vida' e 'possibilidade de se desconectar'”, acrescentou a editora. As 3 palavras mais votadas em 2025 incluem “imigração”, com 22,2% dos votos, e “flotilha”,

com 8%.

A lista de palavras finalistas também incluiu “Agente (IA)” (6,4%), “fogos” (5,5%), “eleições” (5,3%), “percepção” (4,3%), “elevador” (4%), “tarefeiro” (1,9%) e “moderado” (0,9%).

A votação ocorreu entre 3 e 30 de novembro, através do site www.palavradoano.pt.

A lista de dez palavras finalistas, “que retratam os temas e eventos que marcaram a vida coletiva ao longo de 2025”, foi compilada com base em mais de 6.500 submissões de usuários do site Palavra do Ano, as palavras mais pesquisadas no dicionário de português da Infopédia e “o trabalho contínuo de observar a língua portuguesa na mídia e nas redes sociais”.

No ano passado, quando o 50º aniversário de 25 de abril foi comemorado, a palavra mais votada foi “Liberdade”.

Nas edições anteriores, as palavras escolhidas foram “professora” (2023), “guerra” (2022), “vacina” (2021), “saudade” (2020), “violência doméstica” (2019), “enfermeira” (2018), “incêndios” (2017), “geringonça” (2016), “refugiado” (2015), “corrupção” (2014), “bombeiro” (2013), “entreikado” (2012), “austeridade” (2011), “vuvuzela” (2010) e “escrutinar” (2009).