“Estamos recebendo informações hora a hora, mas neste momento a Direção-Geral da Saúde (DGS) avalia o risco para residentes em Portugal como muito baixo, sem previsão de transmissão generalizada”, afirmou Ana Paula Martins, em conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros.

Segundo o ministro, Portugal está a monitorizar a situação do surto de navios de cruzeiro, que já causou três mortes, através da DGS, da autoridade sanitária nacional, bem como das autoridades sanitárias internacionais.

O Ministro lembrou que a Organização Mundial da Saúde e o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças ( ECDC) afirmam que o risco para a população em geral de “propagação do surto de navios de cruzeiro em Hondius é muito

baixo”.

“Todas as autoridades de saúde estão em contato, e isso é permanente”, assegurou o ministro.

Em 6 de maio, o ECDC reconheceu que alguns passageiros podem ter sido expostos à cepa andina do vírus na Argentina antes do embarque e podem tê-la transmitido a outros passageiros que já estavam a bordo do navio de cruzeiro.

O MV Hondius deixou as proximidades do porto da Praia, em Cabo Verde, na quarta-feira e deve chegar às Ilhas Canárias dentro de dois dias. Espera-se que as pessoas a bordo sejam evacuadas e repatriadas sob o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, de acordo com o

governo espanhol.

O navio estava viajando entre Ushuaia, na Argentina, e as Ilhas Canárias durante todo o mês de abril, com paradas no Atlântico Sul para turismo de observação da vida selvagem.