A discussão foi moderada pela Dra. Magda Cordeiro (OM 65511), Coordenadora do Departamento de Oncologia do Grupo HPA Saúde, e contou com o Dr. Miguel Rodrigues (OM 41927), urologista, e o Dr. André Oliveira (OM 48699), médico oncologista, em uma conversa sobre uma doença cuja incidência continua aumentando, particularmente em populações envelhecidas e em indivíduos com exposição prolongada a fatores de risco.

O Dr. Miguel Rodrigues destacou o tabagismo como o principal fator de risco para o câncer de bexiga e ressaltou que a presença de sangue na urina é um sinal de alerta que requer avaliação médica imediata. Ele explicou que o diagnóstico se baseia principalmente na cistoscopia, que permite a identificação das lesões e a distinção entre doença superficial e invasiva. Ele observou que, quando detectado precocemente, o tratamento geralmente é eficaz, envolvendo ressecção endoscópica e terapias intravesicais. Em casos invasivos, a remoção da bexiga pode ser necessária, agora se beneficiando de técnicas minimamente invasivas e robóticas. Em situações selecionadas, estratégias de preservação da bexiga combinando cirurgia limitada, quimioterapia e radioterapia

também podem ser consideradas.

O Dr. André Oliveira trouxe a perspectiva da oncologia médica para a discussão. Ele explicou claramente como esses tratamentos funcionam, estimulando o sistema imunológico a reconhecer e atacar as células tumorais. Ele enfatizou que a combinação de quimioterapia e imunoterapia está sendo intensamente estudada e pode redefinir o tratamento pré-operatório

nos próximos anos.

Para ambos os especialistas, a prevenção e o diagnóstico precoce continuam sendo as ferramentas mais poderosas. Evitar o tabaco, reconhecer os sinais de alerta e buscar uma avaliação médica oportuna podem fazer uma diferença significativa

.

O episódio já está disponível no YouTube e no Spotify. Não perca essa conversa sobre um dos cânceres urológicos mais comuns e saiba como a ciência está transformando

seu tratamento.