A publicação “Estatísticas de Nascimento” do Instituto Nacional de Estatística (INE) indica que o aumento registado em 2025 contradiz a queda observada entre 2023 e 2024 e retoma a tendência de crescimento verificada desde 2022.
Mais mães estrangeiras
Os dados destacam um aumento na proporção de nascimentos de mães de nacionalidade estrangeira, de 26,3% em 2024 para 28,8% em 2025, com essas mães residindo principalmente em municípios
do Algarve e da Grande Lisboa.“O grupo de nacionalidades estrangeiras mais representadas permaneceu o mesmo do ano anterior, reforçando seu peso no número total de nascimentos, com destaque para o Brasil (10,5% do total de nascimentos em 2025)”, enfatiza.
Do total de nascimentos ocorridos em 2025, 99,7% (86.869) foram de mães residentes no país e 0,3% (261) de mães residentes no exterior, proporções semelhantes às dos últimos dois anos.
Aumento em todas as regiões
De acordo com os dados, o número de nascimentos aumentou em todas as regiões do país entre 2024 e 2025, exceto na Região Autónoma da Madeira, onde diminuiu 3,3%
.Nas outras regiões, o INE destaca um aumento de quase 6% na região Norte, bem como aumentos de cerca de 5% na região Centro, na Península de Setúbal, e na Região Autónoma dos Açores.
“Combinando o número de nascimentos e a variação anual relativa dos nascimentos em cada região, pode-se concluir que a região Norte contribuiu com quase metade (1,8 pontos percentuais) para o aumento de 3,7% no número de nascimentos em Portugal em 2025”, destaca.
O maior número de nascimentos de mulheres residentes no país ocorreu na região Norte (29,8%) e na Grande Lisboa (25,6%), seguida pela região Centro (13,7%), Península de Setúbal (9,7%) e região Oeste e Vale do Tejo (7,7%).
Os dados também revelam que, nos últimos 20 anos, a idade das mães aumentou: entre 2003 e 2025, a proporção de nascimentos de mães com 35 anos ou mais aumentou de 17,2% para 32,0%.
Tipos de parto
Em 2025, a proporção de nascimentos de gêmeos (dois ou mais nascimentos) aumentou com a idade materna: 40,4% dos nascimentos de gêmeos envolveram mães com 35 anos ou mais, enquanto a proporção de nascimentos solteiros na mesma faixa etária foi de
31,9%. Em92,5% dos nascimentos solteiros, as mães tiveram um período de gestação superior a 37 semanas, enquanto nos nascimentos gemelares, essa proporção diminuiu para 37,9%. Nesse tipo de parto, a gestação durou entre 32 e 36 semanas em 52,6%
dos casos.De acordo com os dados, a proporção de partos distóicos (com intervenções instrumentais como fórceps e extração a vácuo, ou por cesariana) realizados em hospitais aumentou, representando mais da metade dos nascimentos desde 2009.
“Em particular, o número de cesáreas aumentou, entre 1999 e 2024, de 27,1% para 38,6% dos partos realizados em hospitais”, destaca o IBGE.
Local de nascimento
No ano passado, 98,5% dos nascimentos ocorreram em ambiente hospitalar, 1% na casa da mãe e os 0,5% restantes
em outros locais.Quase todos os partos (99%) foram assistidos por um médico (72,3%) ou por uma enfermeira obstétrica (26,7%).









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