Em comunicado, a Quercus diz que subscreve “a opinião desfavorável do MiningWatch Portugal, um projeto da Associação Observatório de Recursos Naturais (ORN), segundo o qual a documentação fornecida é insuficiente, desatualizada e fragmentada para que a Autoridade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos (ERSAR) avalie rigorosamente os riscos e passivos ambientais”.
Para que o processo avance, a Quercus exige “a resolução dos passivos ambientais acumulados ao longo de mais de um século de mineração na Panasqueira”, localizada nos municípios da Covilhã e Fundão, no distrito de Castelo Branco.
AQuercus exige também uma avaliação do risco para a qualidade da água e para as populações. “Esta questão vai além da bacia local da Panasqueira, uma vez que a Ribeira do Bodelhão é o mesmo curso de água que alimenta o reservatório de Castelo de Bode, a principal fonte de água captada e tratada pela EPAL para consumo humano em Lisboa e em cerca de 20 municípios da Área Metropolitana e do Oeste”, enfatiza
.“É inaceitável que uma licença ambiental seja renovada sem uma avaliação atual, completa e independente desses impactos, nem sem um plano de fechamento e recuperação concreto, programado, garantido financeiramente e monitorável”, acrescenta.
A associação ambientalista insiste no reforço da monitorização e supervisão ambiental pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), pela Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos (ERSAR) e pela Inspeção-Geral da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território (IGAMAOT).
Sobre o procedimento de revisão da licença ambiental para as minas, proposto pela Beralt Tin & Wolfram (Portugal), a empresa disse à agência Lusa que se trata de “um mero procedimento administrativo e burocrático, simplesmente porque a licença atual estava expirando”.
“Não houve outras mudanças na operação da mina, porque quando há, elas também são comunicadas às autoridades competentes”, concluiu.







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