No entanto, esta atividade não é acompanhada por um aumento semelhante da oferta residencial, razão pela qual os preços das casas vendidas subiram 18,7% no ano passado, um novo máximo histórico.

Os dados são do Instituto Nacional de Estatística(INE) e revelam que só entre janeiro e março deste ano foram vendidas 40.162 casas em Portugal, mais 24,9% do que no mesmo período de 2024. A descida das taxas de juro do crédito à habitação e os novos apoios à compra de casa pelos jovens (isenção de IMT e garantias públicas) ajudam a explicar este elevado dinamismo na venda de casas, a par do elevado custo do arrendamento.

No entanto, a compra de casa no país está a ocorrer a um ritmo muito superior ao aumento da oferta residencial no mercado, seja através de construção nova, de reabilitação ou mesmo de novos métodos de construção (construção modular ou conversão de lojas em habitações, por exemplo).

Isto ajuda a explicar o facto de o preço das casas vendidas ter aumentado 18,7% no ano passado, para 1.951 euros por metro quadrado (€/m2), um novo recorde. Esta é a "variação mais elevada desde o início da série", que remonta a 2019, segundo o boletim do INE. Em relação ao trimestre anterior, os preços subiram 4,3%.