Por sector, o retalho continua a ser o líder, atraindo 29% do investimento, seguido dos escritórios (26%) e dos hotéis (20%).
Os activos alternativos, como o segmento residencial especializado (residências de estudantes e residências sénior), representaram 13% do investimento, e o sector industrial e logístico cerca de 11%.
No ano que agora termina, registou-se "uma quebra generalizada dos níveis de absorção nos escritórios", que caíram 23% em Lisboa e 51% no Porto face ao mesmo período do ano passado, e na logística, com uma quebra de 30%, segundo o comunicado da consultora.
A análise daC&W refere que o retalho registou uma redução de 20% no número de novas aberturas, "embora com forte dinamismo na restauração", e que a hotelaria se manteve "resiliente", com mais de 80 novos hotéis e 4.800 camas adicionais.
A consultora sublinha que "estes resultados não são desanimadores, tendo em conta que 2024 foi um ano absolutamente excecional", e acrescenta que alguns negócios previstos para o final do ano "deverão ser concluídos nos primeiros meses do novo ano".
O investimento estrangeiro, apesar de representar mais de metade do capital investido, ficou "longe dos máximos históricos", libertando espaço para o crescimento dos investidores nacionais.
As rendas comerciais subiram sobretudo nas zonas nobres, apesar da queda da ocupação, o que indica "falta de oferta de qualidade" e não falta de procura, segundo a mesma análise.
As yields comprimiram-se ao longo do ano, com exceção dos escritórios em Lisboa, onde a taxa se manteve nos 5%, situando-se nos 6,5% para os escritórios no Porto, 5,5% para a logística, 4% para o retalho de rua e 6,15% para os centros comerciais.
A C&W explica que as yields "movem-se inversamente aos preços, pelo que uma compressão da yield implica uma valorização do ativo".
Para a consultora, a habitação a preços acessíveis, destinada "ao segmento médio nas zonas periféricas dos grandes centros urbanos", será um dos "grandes desafios e oportunidades para 2026", incentivado pelas medidas do Governo para aumentar a oferta de habitação.
"Os promotores que conseguirem ultrapassar os obstáculos legais e técnicos e responder à procura de habitação a preços mais acessíveis estarão bem posicionados para beneficiar da dinâmica positiva do mercado. Um quadro legal e fiscal mais favorável ao desenvolvimento do "build to rent" poderá ser decisivo para desbloquear um sector incontornável na Europa em termos de investimento, mas que ainda tem pouca expressão em Portugal", refere o comunicado.







