Carlos Luís Tavares disse à agência Lusa que a barragem da Aguieira está a descarregar e, por isso, enquanto a pressão no rio Mondego não diminui e com toda a água que está a ir para os campos agrícolas, a maior preocupação é o concelho de Montemor-o-Velho e a localidade da Ereira, que está isolada há alguns dias neste concelho.

"Mas também continuamos preocupados com as margens direita e esquerda [do rio Mondego, entre Coimbra e Montemor-o-Velho], porque não estamos livres da possibilidade de rebentamento dos diques. As pessoas têm de estar muito atentas", apelou.

A Proteção Civil informou hoje que está a ser reforçado um conjunto de barreiras no rio Velho, em Montemor-o-Velho, e que está a acompanhar a situação no rio Mondego em alerta máximo.

O comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, disse, em conferência de imprensa, que o rio Velho [do Mondego] "está a ser reforçado com um conjunto de barreiras para que, se houver algum problema naquele rio, não haja qualquer comprometimento para a população de Montemor-o-Velho".

A margem direita do canal principal do rio Mondego partiu-se esta manhã e está a canalizar água para o canal de rega em frente à ETAR de Formoselha (Montemor-o-Velho), disse o presidente da Junta de Freguesia de Santo Varão.

Marcelo Gustavo, presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, explicou à agência Lusa que este canal de rega, que está agora sob pressão de mais água do rio Mondego, também rompeu alguns metros mais a jusante, entre Formoselha (Montemor-o-Velho) e Granja do Ulmeiro (em Soure), e está a distribuir água para os campos agrícolas da margem direita, que já estão sobrecarregados de água.

Este canal de rega, adjacente à margem do rio e entre esta e os campos agrícolas, serve os agricultores, as fábricas de pasta de papel da Figueira da Foz e fornece também água a este último concelho do litoral do distrito de Coimbra.