O anúncio foi feito pelo Secretário de Estado da Proteção Civil.

"Neste momento, estamos a fazer essa avaliação através da ANSR (Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária), para que, com a introdução de mais estes 12 pontos de controlo de velocidade média, possamos garantir que os novos pontos de controlo sejam entendidos como elementos preventivos e que possam garantir que as pessoas cumpram as regras estabelecidas", disse Rui Rocha na cerimónia de assinatura de um protocolo para a redução da sinistralidade, que decorreu nas instalações da Lusoponte, empresa que explora as travessias do rio Tejo na Ponte 25 de abril e na Ponte Vasco da Gama, no Montijo, distrito de Setúbal.

"O que se pretende é a redução da sinistralidade", disse o responsável, lembrando que em dezembro passado o Observatório da ANSR apresentou um estudo que identificou um conjunto de "pontos críticos nas estradas portuguesas".

O secretário de Estado da Proteção Civil falava aos jornalistas após a assinatura do protocolo "Visão Zero - Mais Cidadania pelas Estradas de Portugal" entre a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) e a Lusoponte, que visa atingir o objetivo de zero mortos e zero feridos graves em acidentes rodoviários até 2050.

Redução de vítimas mortais

O protocolo prevê ainda uma redução de pelo menos 50% das vítimas mortais e feridos graves até 2030, tendo como referência os dados de 2019, o que significaria reduzir o número de vítimas mortais nas estradas portuguesas para um máximo de 313.

Questionado pelos jornalistas, o secretário de Estado Rui Rocha esclareceu que a expansão dos radares tem como objetivo a redução da sinistralidade, à semelhança dos resultados obtidos pela Lusoponte - zero vítimas mortais em 2025 -, mas admitiu que a "localização dos novos equipamentos ainda está a ser estudada pela ANSR, no âmbito da identificação dos pontos críticos da rede". "Tráfego rodoviário".

Potencial da inteligência artificial

Rui Rocha destacou ainda o potencial da inteligência artificial para melhorar o controlo do tráfego e a prevenção de acidentes, acrescentando que estão em curso contactos com a área da digitalização do Governo para integrar a inovação tecnológica nestes sistemas.

O governante reconheceu, no entanto, que mais importante do que as medidas preventivas com recurso à inteligência artificial é o comportamento dos condutores, lembrando que um terço das mortes na estrada está associado ao excesso de velocidade.

Rui Rocha recordou ainda que uma em cada quatro vítimas mortais conduzia com excesso de álcool no sangue e que o manuseamento do telemóvel durante a condução "quadruplica a probabilidade de ocorrer um acidente".