De acordo com os dados - ainda provisórios - do Instituto Nacional de Estatística(INE), no ano passado registou-se um aumento das deslocações dos residentes tanto em Portugal (+14%, para 22,192 milhões, representando 85,2% do total) como no estrangeiro (+12,5%, para 3,858 milhões), tendo ambos os valores atingido máximos históricos.
Motivos das viagens
O "lazer, recreio ou férias" foi o principal motivo de viagem, tanto em Portugal como no estrangeiro, representando 50,2%, correspondendo a 13,1 milhões de viagens (+12,3% face a 2024).
Seguiu-se a "visita a familiares ou amigos", com 37,5% das viagens (9,8 milhões de viagens, +13,1% face a 2024), enquanto as viagens por motivos "profissionais ou de negócios" representaram 7,0% do total (1,8 milhões de viagens) e registaram o maior aumento face a 2024, com 23,9%.
Viagens ao estrangeiro
Desde 2016, as viagens dos residentes ao estrangeiro registaram um crescimento médio anual de 7,9%, enquanto as viagens domésticas cresceram em média 2,2% ao ano.
Escolha de alojamento
Segundo o INE, o "alojamento particular gratuito" continuou a ser a principal forma de alojamento no ano passado, embora com uma quota menor (58,4%, menos 1,0 pontos percentuais face a 2024).
Os "estabelecimentos hoteleiros e similares" representaram 25,3% do total de dormidas (+0,7 pontos percentuais face a 2024) e os "alojamentos particulares pagos" 12,2% do total.
Duração das viagens
A duração média das deslocações foi de 3,90 noites (4,07 noites em 2024), o valor mais baixo desde 2016.
Espanha (38,8%; -1,8 p.p.), França (9,7%; +0,2 p.p.) e Itália (6,3%; +0,1 p.p.) continuaram a ser, em 2025, os principais destinos das deslocações dos residentes ao estrangeiro.
As viagens para os países da União Europeia registaram um aumento de 9,7%, representando 69,7% do total (-1,8 pontos percentuais).
Principais destinos
No ano passado, a região Norte manteve-se como o principal destino das viagens domésticas, representando 23,8% do total de deslocações, uma diminuição de 1,2 pontos percentuais face a 2024. Seguiu-se a região Centro (22,1%; +0,1 pontos percentuais).
Entretanto, o Oeste e Vale do Tejo destacou-se pelo maior aumento de quota, mais 1,9 pontos percentuais, para 12,8% do total, o mesmo que o Algarve.
População residente
No ano passado, metade da população residente (50,3%) realizou pelo menos uma deslocação turística, um aumento de 1,6 pontos percentuais face a 2024 (mais 240,5 mil turistas).
Analisando apenas o quarto trimestre de 2025, o número de viagens dos residentes aumentou 13,2% (+8,0% no terceiro trimestre) e ultrapassou pela primeira vez os 6,0 milhões no último trimestre do ano.
Segundo o INE, este crescimento resultou quer do aumento das deslocações domésticas (+12,8%; +9,1% no trimestre anterior), quer das deslocações para o estrangeiro (+15,7%; +2,1% no 3º trimestre).
A "visita a familiares ou amigos" continuou a ser o principal motivo de viagem no 4º trimestre de 2025, representando 2,9 milhões de viagens (+15,3%) e 48,0% do total (+0,9 p.p. face ao 4º trimestre de 2024).
As viagens de "lazer, recreio ou férias" também aumentaram, em 14,6%, para 2,3 milhões de viagens (38,1% do total, +0,5 pontos percentuais em relação ao quarto trimestre de 2024).
Por sua vez, as deslocações por motivos "profissionais ou de negócios" aumentaram 6,4%, totalizando 438,5 mil (7,3% do total, menos 0,5 pontos percentuais do que no período homólogo do ano anterior).
No quarto trimestre de 2025, o "alojamento particular gratuito" foi utilizado em 70,0% das dormidas (13,5 milhões), com uma duração média de 3,22 noites por viagem (3,19 no trimestre homólogo).
No período em análise, 23,4% dos residentes realizaram pelo menos uma deslocação turística, um aumento de 3,3 pontos percentuais em termos homólogos.









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