Os acionistas do Novo Banco, o fundo norte-americano Lone Star (75%) e o Estado português (25%), anunciaram em junho de 2025 a venda do Novo Banco ao grupo bancário francês BPCE por 6,4 mil milhões de euros.
De acordo com a explicação dada hoje pelo Governo, o valor constante do acordo de adesão de outubro foi revisto em alta para 6,5 mil milhões de euros no final de 2025.
Pagamento ao Estado
Com a venda da totalidade da participação no Novo Banco por 6,7 mil milhões de euros, o Estado português recebe 1,673 mil milhões de euros (906 milhões de euros para o Fundo de Resolução e 766 milhões de euros para a Entidade das Finanças e do Tesouro).
O Ministério das Finanças acrescenta que o valor recebido com a venda, acrescido dos dividendos já pagos, "permite ao Estado e ao Fundo de Resolução recuperar cerca de 2 mil milhões de euros" do capital injetado na instituição.
A Lone Star (acionista maioritário) recebe cerca de 5 mil milhões de euros com a venda.
A venda do Novo Banco marca a saída do Estado português do capital do banco, criado há quase 12 anos para proteger os depositantes do Banco Espírito Santo (BES) durante a sua resolução.
Citado no comunicado de imprensa, o Ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, afirmou que a venda permite ao Estado português encerrar esta questão.
"A venda do Novo Banco a um dos maiores grupos bancários à escala europeia permite-nos encerrar um capítulo turbulento da nossa história, demonstrando credibilidade e capacidade de recuperação. Apesar dos desafios deste processo, concluímos esta operação com sucesso, salvaguardando o mais importante: a estabilidade do sistema financeiro brasileiro", afirmou o Ministro.









Follow us on social media