Segundo noticiou o Correio da Manhã, o primeiro-ministro passou parte da quinta-feira na Praia do Garrão, perto de Almancil, no concelho de Loulé, acompanhado pela sua esposa, Carla Montenegro, e por outros membros da família.

Foi também notada a presença do líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, que se encontrava com a sua própria família.

Segundo o jornal, as duas figuras de destaque do Partido Social-Democrata foram vistas a conversar junto à reborda da praia, mas não entraram na água.

O grupo terá deixado a praia antes das 19h e, mais tarde, dirigiu-se ao hotel onde se diz que o primeiro-ministro fica alojado durante as suas visitas ao Algarve.

Funções oficiais

Este avistamento surge depois de Luís Montenegro ter indicado publicamente, em julho, que não iria tirar férias de verão convencionais.

Em vez disso, afirmou que qualquer tempo de folga se limitaria a fins de semana ocasionais ou dias isolados, desde que a sua agenda oficial o permitisse, sublinhando que tencionava permanecer em Portugal para supervisionar a atividade governamental e coordenar o trabalho do executivo.

No início deste ano, os partidos da oposição criticaram a sua presença nos jogos de Portugal no Campeonato do Mundo da FIFA, nos Estados Unidos, enquanto várias regiões do país enfrentavam um risco elevado de incêndios florestais e as autoridades de proteção civil tinham colocado as regiões em alerta.

O episódio suscitou um novo debate sobre o equilíbrio entre os deveres oficiais e os compromissos pessoais durante períodos de preocupação nacional.

Região estratégica

Montenegro tem referido frequentemente o Algarve como uma região estratégica para o país, nomeadamente em questões como a segurança hídrica, as infraestruturas e o desenvolvimento económico.

Durante visitas anteriores à região, defendeu o investimento a longo prazo em projetos de gestão da água, argumentando que a melhoria das infraestruturas hídricas é essencial para a resiliência futura do Algarve.

A sua presença na costa algarvia chamou, por isso, a atenção, uma vez que contrasta com as suas garantias anteriores de que este verão se caracterizaria por um período limitado de descanso e por um papel ativo e contínuo nos assuntos governamentais.

Nem o gabinete do primeiro-ministro nem o Governo indicaram, à data da publicação, que ele iria passar férias na região.