O Ministério Público solicitou à 15.ª Comissão do Parlamento que levante a imunidade parlamentar dos três deputados; a votação sobre esta matéria está prevista para setembro, o que permitirá o prosseguimento das ações de investigação formais.

O caso remonta a julho, quando André Ventura publicou um vídeo nas redes sociais em que se via o seu local de trabalho num estado de desordem, com armários abertos e documentos espalhados pelo chão. O líder do Chega referiu-se ao incidente como um ato de intimidação e violência com o objetivo de roubar documentos relativos ao ministro da Administração Interna, Luís Neves, e voltou a apelar à destituição do responsável.

A atenção centrada no ministro decorre de uma forte pressão política e de várias investigações relativas ao seu mandato como Diretor Nacional da PJ. As investigações incluem uma auditoria realizada pela Inspeção-Geral dos Serviços de Justiça, um inquérito interno conduzido pela própria Polícia Judiciária, uma investigação criminal iniciada pelo Ministério Público sobre o paradeiro de um reboque apreendido, e um inquérito preliminar levado a cabo pela Procuradoria Europeia no que diz respeito à gestão de contratos financiados pela União Europeia.